terça-feira, 6 de dezembro de 2016

CONHECIMENTO, PRA QUÊ?

       



Tenho a oportunidade de ter vários tipos de relacionamentos, com vários tipos de pessoas e com diferentes níveis de escolaridade.


Tenho colegas para o papo descontraído, para o futebol e para os assuntos mais complexos do dia-a-dia.

O fato é que - do assunto mais complexo ao mais chulo - tenho companhia. E, para mim, a companhia vale mais do que qualquer assunto complexo-existencial de "qualidade".

No entanto, também, tenho relacionamentos estranhos - aqueles que só enxergam, diante dos seus olhos, livros, livros e mais livros...

A leveza de simplesmente existir passa longe desses "profundos intelectuais" - embora eu compreenda que não há nada de leve no existir!

Mas, talvez, esteja aí a grande diferença dos intelectuais mais refinados, para os menos refinados.

Os intelectuais da atualidade, que se julgam mais refinados, isolam-se da sociedade, com os argumentos mais sutis de que ninguém os compreenderão. A partir daí, concluem que relacionamento algum é possível. Portanto, fecham-se em seus mundos e privam os demais de os acessarem. Nossa, como é bom ser refinado, não?! Só que não!

Desde que me entendo por leitor em Filosofia, concluo que intelectuais do calibre de Xenófanes de Colofon, Sócrates, Platão, Aristóteles, Epicuro e companhia, entenderam o conhecimento como algo "transferível". Até porque conteúdos transferíveis auxiliarão os demais a encontrarem os seus diferentes caminhos na sociedade.

Deixando de lado as considerações mais sutis sobre as propostas filosóficas, percebo que a Filosofia - para os grandes gênios - serve para se relacionar, trocar, fazer crescer, amplificar a vontade de potência entre outras coisas.

Agora, para os "intelectuais modernos e bobos" - serve para excluir, desconstruir e segregar!

Afinal, para quê serve o conhecimento?

- Segregar, distanciar excluir ou construir, ajuntar, educar e se reunir?

Fique a vontade para responder!

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