sexta-feira, 18 de setembro de 2015

ECONOMIA E GUERRA

Não sou economista e nem chego perto disso. Mas, confesso que não tenho medo de aprender o que é novo e diferente. Por conta de tal atitude, decidi refletir sobre a nossa economia doméstica, haja vista que ela é primordial para a manutenção da vida.

Desse modo, é necessário sabermos que diariamente os jornais divulgam a ideia de que o brasileiro deve poupar dinheiro, pois a economia brasileira pode prejudicar ou favorecer o cidadão. Assim, escrever sobre a economia doméstica ou pessoal não é e não será novidade. Portanto, grande parte do conteúdo que se apresentará nesse texto não será único ou novo. Uma pena! Entretanto, o formato para pensar a economia doméstica, talvez, encontre alguma diferença.

Os telejornais divulgam, divulgam e divulgam... E, como sempre, para poucos ouvintes. Pois, os brasileiros não entendem o valor do poupar, uma vez que os nomes dos brasileiros continuam crescendo nos órgãos de proteção ao crédito. Sendo assim, as perguntas que nos cabem são: por que não entendemos o valor do poupar? Por que devemos poupar? Por que os brasileiros gastam tanto? De onde surgiu essa necessidade voraz de consumir e não economizar?

Após ler o diário de Anne Frank, bem como outros livros de história sobre a Segunda Guerra Mundial, conclui que os homens e as mulheres sofreram com a guerra que, por sua vez, prejudicou os mesmos pela falta de roupas, saneamento básico e alimentos simples para a manutenção da vida. Isso formou um retrato de medo e sofrimento para aqueles que estavam afundados à guerra - entre os imperialistas e os nacionalistas.

O fato é que a guerra teve muito o que ensinar para os europeus. Inclusive de que é necessário poupar dinheiro para a manutenção da vida, pois a crise pode bater à porta a qualquer momento. Muitos países da Europa entenderam isso, enquanto outros, não!

Os que sofreram com a guerra, aprenderam a lição. Porém, os que não sofreram com as crueldades da guerra pouco sabem sobre o economizar para não sofrer na crise. Esse é, sem dúvida, o caso dos brasileiros. Pois, brasileiro sofre, mas pouco sabe economizar, posto que não "tivemos" que comer bolotas de serragem para sobreviver e aprender o valor da alimentação.

Por que os brasileiros gastam tanto? Simples... Além dos problemas que causam a guerra, em toda a terra brasileira que se planta, se dá fruto e se colhe com fartura. Por isso, para quê devemos pensar em economizar? Pra que perder tempo com frustrações econômicas, sendo que caso exploda uma guerra ou algo do tipo, basta plantar, colher e, então, sobreviver... Viva a terra, gritariam os "brasileiros inteligentes"...

Às vezes, entendo tal posicionamento como desculpa esfarrapada, pois o brasileiro, exceto os nordestinos, não tem essa cultura de plantar como forma de subsistência. Mas, sim, de gastar. E muito! E há uma ciência em evidência que colabora num bom bocado para nisso - o Marketing! Bem que o professor Luis Felipe Pondé, advertiu: "o marketing será o próximo bezerro de ouro".

Estudar a história num prisma clínico é reconhecer que ela tem uma enorme bagagem de experiência para nos ensinar a não errar futuramente. O fato é que o brasileiro não gosta de ler; e aí está a primeira barreira pra tudo... Pois, não gostando de ler, não entenderá o valor do poupar e, por sua vez, o que a guerra pode nos ensinar.

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