terça-feira, 18 de agosto de 2015

VELHICE



                                                     Na juventude, aprendemos. Na velhice, compreendemos
                                                      Desconhecido.

Os fios brancos denunciam que o tempo passou.
E que lisos ou crespos, caem sem fim.
Os traços indefinidos contornam o rosto denunciando que ainda resta alguns pingos de vida.

Os olhos cansados gritam que, em breve, será o momento de entregar os pontos.
As mãos trêmulas já não apalpam os objetos como deveriam apalpar.
O corpo já não combate o frio do jeito que combatia antes.
O cansaço demasiado bateu à porta!
E, por isso, o corpo deve estar sempre envolvido em cobertas.
Assim, não há mais passeios; não há mais casa cheia; não há mais netos e netas correndo por toda a parte.
Não há mais alegria em arrumar a casa bagunçada pelos netos.
Por quê? Porque.. não há mais brinquedos!
Pois, a velhice precisa descansar e respeitar os últimos ares de vida.
O restinho de vida, então, repousa sobre a cama, calma.
Sozinha não lhe resta mais nada, senão as lembranças da vida que valeu a pena ser vivida e o desespero da vida incerta que advém.
Pois, dessa é impossível falar. 
É necessário calar.
E esperar...
Porque dela não se tem como escapar.

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