segunda-feira, 24 de agosto de 2015

CORRER É A CONFISSÃO DE SI, PARA SI MESMO!

Após muito tempo, finalmente voltei a correr. No começo parecia um tédio. Mas, logo acostumei-me com a ideia de ir ao parque três vezes por semana, suar feito louco e regressar - cansado, porém feliz - para casa.


Acontece que todo aquele que pretende ser um pensador algum dia - reconhecido ou não - tenta enxergar o lado positivo ou negativo de tudo. Ou até mesmo como uma "simples" atividade física pode dialogar com as nossas felicidades, decepções, angústias ou crises diárias.

Por isso, foi correndo que aprendi a confessar-me. Foi assim que aprendi a conversar comigo mesmo; e sobre diversos elementos do meu universo familiar, filosófico, trabalhista, amoroso, erótico...etc.

Foi entre uma corrida e outra que percebi que correr não é somente fazer exercícios físicos ou tentar abreviar a morte - que certamente é fatal! Mas, sim, confessar-se.

Portanto, cheguei a conclusão de que correr é a confissão de si, para si mesmo!

Desse tipo de confissão não preciso temer. Aliás, ninguém precisa. Pois, as árvores não possuem espanto, moralidade ou códigos morais que nos levem à angústia ou a qualquer modificação física ou mental através de alguma penitência.

Elas, simplesmente, ouvem - "pra quem acredita" - e ainda nos presenteiam com uma adorável mistura de perfumes que nos convidam a correr mais e mais; e a confessar-se de igual modo.

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