quinta-feira, 2 de julho de 2015

SOMOS IGUAIS QUANDO DISCORDAMOS.

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                                              "Em tudo há um duelo de forças"

                                                Friedrich Nietzsche




Friedrich Nietzsche foi um filósofo que enxergou problemas em tudo - na Moral, em Deus, no Iluminismo, no Romantismo, na Metafísica, bem como em tantos outros conceitos. O seu modo de relativizar e demonstrar que existem problemas graves nessas teorias que penetram - sem autorização - os nossos pensamentos, foi o PERSPECTIVISMO. 

Nietzsche, em alguns de seus livros, escreveu e reconheceu que tudo, nessa vida, científico ou não, não passa de perspectivas. Isto é - tudo é uma questão de ponto de vista, tudo é interpretação e, portanto, não existem fatos. Num primeiro momento, parece que Nietzsche serra o próprio galho, posto que se tudo é uma questão de ponto de vista, logo, o dele, é só mais um em meio a tantos outros. 

Certo? Errado! A pergunta a ser feita é a seguinte: "qual a relevância de sua opinião em relação ao perspectivismo e para hoje? Nietzsche responde a esse problema com um: "tanto melhor que as pessoas tenham perspectivas diferentes e que as mesmas sejam contrárias umas às outras. Pois, isso denúncia o tamanho de suas liberdades". 

Concordo com o filósofo nesse quesito. Mas, não vejo liberdade, à minha volta, para discordar, hoje! Pois, parece-me que se não tivermos as mesmas opiniões e sobre os mesmos problemas, não estamos numa democracia representativa. 

Jura? Quem disse isso? Quem ensinou isso? De onde saiu esse fantasma da concordância? De onde surgiu esse sentimento de: "só somos iguais na medida em que concordamos?". Já pensou se a ciência dependesse do total acordo entre as pessoas? 

Espera. Sei de onde surgiu esse fantasma da igualdade em tudo entre os homens - da perspectiva do autoritário que não enxerga nada a não ser a sua própria opinião. E, contra isso, Nietzsche pode nos ensinar e muito! Pois, ele foi um pensador e defensor da liberdade!

Portanto, sinta-se livre para discordar e permanecer igual entre os homens.

PORQUE SOU A FAVOR DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL...




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Garotas estupradas por adolescentes. Jovens assassinados em nome de telefones celulares. Mães perdendo as suas filhas para o tráfico de drogas. Garotos e garotas adentrando ao tráfico de drogas e, devido à batida policial, perdendo as suas vidas por conta do confronto com os policiais militares. Jovens, após serem presos pela polícia, dando entrevista com a seguinte bandeira: "amanhã estou na rua porque sou de menor". 

Por conta desses e de tantos outros crimes, a sociedade brasileira está assustada devido ao monstro da violência. E da violência cometida por menores de idade. Por conta de tamanha violência exercida, em sua grande maioria, por menores infratores, a discussão sobre a redução da maioridade penal encosta em cada canto do Brasil - seja nos bares, nas escolas, nos programas de televisão, bem como nas simples conversas de esquina. 

Sobre o tema da redução da maioridade penal, cada um, acredito, tem a sua opinião - seja ela definida, não ou em formação! O fato é que, de acordo com os jornais e os especialistas, o Brasil está dividido. Muitos são contra, enquanto outros são a favor da redução da maioridade penal. Antes de darmos, simplesmente, os nossos ouvidos às posições negativas e afirmativas, a fim de nos posicionarmos, que tal sabermos quais as suas ideias mais básicas? 

A maioria dos brasileiros que são contra a redução da maioridade penal, usam o argumento de que tal posicionamento do governo não resolverá o problema dos assaltos, latrocínios, assassinatos e sequestros cometidos pelos menores. Usam, também, o argumento de que muitos adolescentes irão para as prisões com os bandidos mais velhos e lá farão doutorado em criminologia. E, deste modo, nunca se recuperarão! O fato é que não sabemos se esses posicionamentos são inconsistentes e incorretos, dado que carregam o seguinte lema em suas bandeiras: "em nenhum lugar do mundo a redução penal solucionou os crimes, e aqui não será diferente". Mais uma vez: tal argumento é consistente e dele não podemos fugir ou abrir mão! 

No entanto, a pergunta feita pelos quais se posicionam a favor da redução da maioridade penal é: "mesmo sabendo que a redução da maioridade penal não resolveu os problemas criminais noutros países, o governo, do Brasil, deve continuar permitindo os jovens a assassinar, a roubar, a furtar e a sequestrar sem promover nenhuma sombra de medo, penalidade ou mudança? Essa pergunta esquenta a roda de debates e traz-nos definitivamente os posicionamentos dos que são a favor da redução da maioridade penal. 

A maioria dos brasileiros, que são a favor, usam o argumento de que os jovens infratores sentem-se além do bem e do mal e continuarão a se sentirem, dado o governo, que não se posiciona, permite! Além do mais, os brasileiros que defendem a redução, usam os argumentos de que o país não está seguro; de que o país está, a cada dia, mais perigoso e, por isso, os brasileiros estão começando a pensar em desistir e a sair do país; de que é ruim para o turismo e, também, para a imagem do país no exterior. Além do mais, se os adolescentes podem votar, por que não arcarem com as suas responsabilidades civis quando agirem contra a lei? 

Esses argumentos, confessemos, também, são bastante plausíveis, não? O debate entre os que se posicionam a favor e os que se posicionam contra, continua frenético e acalorado. Pois, não sabemos quem vencerá esse duelo de sangue inocente. O fato é que, enquanto cidadão brasileiro, devo posicionar-me através da minha opinião. Afinal, não se prática democracia apenas votando ou se é professor apenas em sala de aula. 

Sou a favor da redução da maioridade penal pelo simples fato de que devemos lutar pela redução dos crimes hediondos e não pelo aniquilamento, posto que a aniquilação é uma utopia. E, como sabemos, utopia é o não realizável, o não inconquistável e o não navegável. Por isso, sou a favor de um posicionamento realista, isto é, do que podemos fazer, em detrimento do que queríamos que fosse feito!!! 

Deste modo, as ruas de São Paulo e do Brasil ficarão menos piores, com menos assassinos, com menos ladrões e, portanto, com menos criminosos; tentando, assim, encontrar e promover um padrão de qualidade brasileiro. E nisso: não há nada de ingenuidade e, sim, de realidade e esperança. Pois, acredito no Brasil e nos adolescentes. 

Agora, se não quisermos transformar os nossos adolescentes em criminosos com o potencial de doutores em criminologia, devido ao "incentivo dos mais velhos", precisa-se investir em educação básica e média, "presídios" apropriados para recuperar e reinserir esses adolescentes à sociedade e ao mercado de trabalho. 

Portanto, precisa-se de uma comunicação séria entre Educação, Política e Economia para que tal projeto se concretize com sucesso. Caso contrário, acredite, estamos perdidos e a nossa pátria educadora, também!!!