sexta-feira, 10 de abril de 2015

STEPHEN HAWKING.



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Amo biografias e esse amor vem de longa data. O problema é que biografias, claramente, são longas, dado que, quase sempre, a vida é extensa. Por conta disso não consigo ler todas que quero. Frustrado, recorro aos filmes que, verdadeiramente ou não, contam a vida dos grandes homens da humanidade. O poeta brasileiro, Fabrício Carpinejar, certa vez, disse que se quisermos encontrar o verdadeiro "eu" de qualquer pessoa, devemos ler o seu diário. Lá ele se mostrará por completo. Como os diários, devido a uma infinidade de problemas, inexistem mais, recorro com frequência às biografias, aos filmes e às cartas secretas. Confesso - gosto de saborear uma confissão. Entendo a biografia como "confissões aos ventos". 

Atualmente, as biografias perderam o tom de confissão, do proibido e do que é imoral, posto que o discurso venceu a vida prática. "A dissimulação é uma das nossas tantas marcas", argumentava o filósofo contemporâneo Nietzsche. Falando em biografias, recentemente fui a uma dessas livrarias de grande porte comprar livros para a minha pesquisa em Filosofia e topei com a do renomado físico Stephen Hawking. Foi amor a primeira vista, confesso! Queria, a qualquer custo, lê - la, mesmo sabendo que não tinha tempo para tal, dado que estou submerso em minha pesquisa de especialização. 

Foi ai, então, que decidi recorrer à sua biografia roteirizada. O filme, A Teoria de Tudo, tenta contar toda a sua trajetória de vida - do nascimento ao drama de suas descobertas científicas sobre a companhia da sua cadeira de rodas. Hawking nasceu no Reino Unido e mal saiu das fraldas para achar a matemática um pé no saco! De acordo com a sua opinião, era uma disciplina fácil demais e, portanto, frustrante. Por conta desse seu jeito de pensar sobre a mesma, migrou para a física onde, de acordo com o filme, encontrou-se. Desse modo, investiu no mestrado e no doutorado em física. 

Em meio às pesquisas de doutorado em Cambridge - uma das mais renomadas universidades do mundo - o pensador da física moderna descobriu, inusitadamente, uma doença muscular degenerativa. O filme mostra-nos que o cientista tomou conhecimento de sua doença a partir de um tropeço. No entanto, outras fontes, demonstram-nos que Hawking a descobriu quando andava de patins - foi um baita tombo! Não importa de que maneira o gênio tomou conhecimento de sua doença. O que importa é que a mesma o fez cair por cima, haja vista que a sua pesquisa de doutorado sobre o tempo, segundo críticos da física, revolucionou a disciplina. Sem contar que fez da ideia acadêmica mola propulsora para adentrar ao mundo literário. 

Hawking escreveu, baseando-se em si mesmo, um livro chamado Uma Breve História do Tempo, onde vendeu milhões de exemplares. Por meio desse livro, alguns afirmam que ele popularizou a física e a pôs em evidência. Sem contar que as temáticas do tempo e dos buracos negros, após a sua pesquisa, tornaram-se alvos para diferentes pesquisadores.

Acontece que nem só de livros e abstrações difíceis e para poucos viverão os homens, mas de todo o amor e carinho que emana da vida e da boca de uma mulher. Quando estudava em Cambridge, encontrou-se com a linda, jovem e doce Jane, por quem apaixonou-se "utopicamente". Com ela, o cientista teve três filhos. E aí entra em evidência os problemas do amor conjugal, uma vez que Jane viu-se apaixonada por outro homem. Jhonatan era regente do coral da Igreja onde Jane, a pedido da mãe, cantava e era, também, esse homem. "Sem música, a vida é impossível", dizia Nietzsche. Agora, sem mulher é ainda pior, parafraseio. 

A música uniu Jane e Jhonatan. O fato é que Jane estava cansada de ser apenas esposa, cuidadora, carinhosa e presente - o tempo todo - na vida de Hawking. De acordo com o filme, o tempo encarregava-se de ofertar os sinais de cansaço entre o casal. Por conta disso, Jane e Hawking, mesmo tendo três filhos lindos, começaram a afastarem-se. O amor começou a minar e o casamento estava ameaçado a fracassar. E fracassou. O pai de Hawking aconselhou-o de que era o momento de cuidados especializados. Era o momento de contratar uma enfermeira. Tal contratação poria fim, por definitivo, ao casamento de Jane com o gênio?

Com a chegada da enfermeira, não veio apenas os cuidados técnicos. Mas, "carinho, amor, afeto, compaixão e sexo. Há relatos de que a sua nova companheira o espancava! Hawking, de fato, apaixonou-se pela sua enfermeira, Elaine, com quem viveu por longo tempo. Como vivemos, de acordo com a mitologia grega, entre Eros e Antero, isto é, entre o amor e o ódio, com Hawking não seria diferente. O amor é duro! Em meio aos dilemas do amor, Hawking recebia prêmios e diversos tipos de convites - de palestras à introdução de sua obra. Sem contar o sucesso que o mesmo fez! Seus problemas físicos não foram barreiras para o seu sucesso enquanto pensador e escritor.

Quando Stephen Hawking escreveu a sua célebre obra, não tinha em mente que venderia mais de dez milhões de exemplares. No entanto, também não tinha certeza de que sofreria nas mãos de Elaine. A sua teoria sobre o buraco negro e a natureza do tempo, mexeu com a estrutura dos criacionistas. No entanto e ao que tudo indica, Hawking não tornou-se renomado pensador para demolir a teoria cristã criacionista, até mesmo porque isso, diga-se de passagem, é impossível. Mas, para alavancar e aprimorar ainda mais o conhecimento em sua área, posto que Deus não é objeto para a nossa racionalidade desvendar. Além disso, demonstrou-nos, também, a superação frente à fortes dificuldades físicas. Hawking deixou, antes de mais nada, o legado de persistência mesmo em meios aos problemas - sejam eles quais forem.

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