terça-feira, 28 de abril de 2015

CINEMA PARA ALIENAÇÃO OU DIVERSÃO?

                                       
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O cinema é um espetáculo roteirizado.

Amo cinema. Diga-se de passagem que a minha mulher, mais do que ninguém, pode comprovar esse meu amor. Ele fez-me ler, pesquisar e refletir sobre o cinema nacional e internacional - de modo simples, claro! Atualmente, tenho uma pequena dvdteca com mais de trezentos filmes. Todos assistidos! Mas, um que ainda não possuo, pois ainda está em cartaz, fez-me pensar, após assistido, em nossas relações humanas. 

Recentemente migrei ao Shopping no intuito de assistir Velozes e Furioso 7. Sem sucesso no primeiro Shopping fui a outro. Um após o outro. E nada. Pois, todas as bilheterias estavam esgotadas. Por incrível que pareça, só noutro fim de semana tive, enfim, a oportunidade de assisti-lo. Valeu o esforço mesmo sabendo que Paul Walker não compunha o elenco, dado o trágico acidente outrora.

Após assistirmos o filme (eu e minha mulher), pagamos o bilhete do estacionamento e fomos pegar o carro. Nesse momento, topamos com o sonho (ou ideal) que transmite Hollywood àqueles que admiram os filmes americanos e querem possuí-lo - "uma vida feliz e em pastos verdes". Estava lá um carro ligado, rebaixado, com rodas grandes e cromadas, todo equipado e pronto para sair em direção ao seu objetivo - uma corrida! Sacamos todo o movimento porquê, em pouco tempo, surgiu outro carro e, tal fator, contribuiu para que acelerassem os seus motores e disputassem uma corrida no intuito de mostrarem qual carro era o mais veloz - sugestivo não? 

Olhando à minha mulher, afirmei a mim mesmo: esses, com certeza, foram fisgados pelas indústrias cinematográficas que, por meio de toda uma produção (intenção), impõem ideais, códigos de conduta, às suas vítimas - quem aceitar! Claramente, aqueles indivíduos cederam à tentação do "diabo" do cinema. 

Entretanto, a questão aqui não é julgá-los. Mas, sim, compreender o quanto o cinema internacional (e nacional) pretende divertir, informar ou alienar as pessoas. Isso sim é primordial. Evidentemente, o cinema pode ter os três objetivos! No entanto, vender um sonho (um ideal) e, a partir disso, lucrar é o principal para as produtoras - grandes empresas.

Os grandes investidores do mundo do cinema, espertos como raposas, optam por, antes de mais nada, pesquisar e selecionar histórias reais, a fim de que elas motivem, cativem e emocionem os espectadores. Nessa mistura de sentimentos, realidades e virtualidades, o cinema consegue transmitir informações aos seus espectadores (clientes) de modo que eles concluam: "Quero uma vida como essa. Não a que tenho. A que tenho é tediosa, negativa e dura demais!"

A partir desse embate (interno à pessoa) de forças entre realidade e sonho, o segundo ganha à passos largos! Assim sendo, surgem os "primeiros" processos de alienação no mundo do cinema frente as pessoas. Alienação é um conceito marxiano (do filósofo e sociólogo Karl Marx) que significa: "deixar que os outros julguem a realidade, ao invés do próprio indivíduo". Ora, não é isso que o cinema propõe? Não é isso que ele (produtores, diretores...) implanta na cabeça dos seus telespectadores?

É evidente que outras esferas do conhecimento pode, também, assim, fazer. Porém, nosso foco, no momento, é exclusivamente o cinema. Não tenho problemas quanto ao lado motivador do cinema. Motivação é auto-ajuda. E, socialmente falando, é algo produtivo e benéfico. Torna as pessoas melhores(?!) 

Alienação em si mesma não é nada e não faz mal a ninguém! Mas, quando localiza-se nas ações humanas, pode abrir grandes feridas. Portanto, é chegada a hora de perguntar - "o quanto o cinema é alienador e, uma vez sendo, o quanto ele influencia as atitudes humanas frente aos demais conterrâneos?". À julgar pelo caso do shopping, muito! Porém, diz pouco sobre tal influencia, posto que os motoristas podiam ter aprendido tal comportamento antes mesmo de assistir ao filme. 

Mas, à julgar pelos relatos de matadores em série que surgem após assistirem determinados filmes (sobretudo nos Estados Unidos), é assustador! Por conta disso, sinto-me confuso, pois a arte imita a vida ou a vida a arte?! Difícil dizer! E a quantidade, muito menos. Sim, é um problema sem resposta. O que pode ser dito, quanto aos efeitos do cinema sobre a vida dos homens, é incerto. Porém, algo relevante pode ser denunciado por meio de históricos. E a maioria encontram-se nos Estados Unidos e Europa.

Após o lançamento e sucesso do filme, Pânico, nos Estados Unidos, o número de vítimas só aumentou devido ao papel que representava a personagem. Quando assassinos eram presos e usavam a máscara, diziam que eram a encarnação da própria personagem, Pânico. O virtual e o real se confundem. Ainda mais na cabeça de indivíduos sem filtro - bom senso! 

Isso é possível ser compreendido quando damos ouvidos a relatos de pessoas que tiveram contato com indivíduos que se jogaram dos seus apartamentos achando que eram o próprio super herói americano. Acredita?! Não?! Pois, saibas que os "Estados Unidos", produziram a série de filmes, Jogos Mortais, a fim de alertar, os cidadãos, como funcionava a cabeça de um lunático. Porém, acabou ajudando a reproduzir, dado que, após a ampla fama e repercussão dos filmes, pessoas desapareciam e nunca mais reapareciam.

Há tantos casos relatados que não caberiam nessa página de blog. Mesmo assim, não acreditamos e, ainda, damos gargalhadas sabendo que pessoas cometem tais atrocidades influenciadas, quando vão ver, pelo cinema. Cinema não é brincadeira é assunto sério! Por isso e por via das dúvidas, é interessante ressaltar que o cinema também tem o objetivo de alertar e orientar. Sendo assim, é bom abrir os olhos e dedicar total atenção, quando estivermos nas ruas, a fim de não sermos mais uma vítima de um louco achando-se super herói!

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