terça-feira, 22 de dezembro de 2015

PARQUE DOS SONHOS!

Numa cidade de muitas Igrejas,
Deveria haver um único parque de diversões.
- Para quê?
Para que as pessoas fossem felizes,
Juntas. E não tristes-separadas!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

TRÊS MÁSCARAS

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Para aprender sobre os homens - e as suas máscaras - é preciso ir além do diálogo, dos livros e do que é simplesmente aparente. É necessário observá-los a partir dos sapatos de algodão. Sem barulho, sem alardes e sem o face-a-face. No face-a-face, os homens não se mostram, não se revelam e não dizem a verdade, visto que é a mentira que torna o convívio social mais suportável.

Com óculos de desconfiança observo os homens. Aprecio-os sem que me vejam, me ouçam ou me sintam por perto, haja vista que, assim, não poderão se esconder e representar um papel social mais convincente.

Os homens têm algumas atitudes suspeitas. Por isso, lembrarei três das quais vejo e sinto uma incompatibilidade entre discurso e prática. Essa contradição humana é reveladora, haja vista que sinaliza a "natureza" das pessoas que nos relacionamos ou nos relacionaremos. Seja no presente ou no futuro, os homens usarão máscaras sociais - para se proteger, machucar ou conquistar algum objetivo.

Pensando nesse quadro, compartilho uma experiência de vida particular. Isso para demonstrar as máscaras sociais que observo, "na calada". Num dia comum estava exercitando-me num parque da cidade, quando ouvi: "cara, tenho muita gordura, estou doando para quem quiser".

É claro que eu poderia entender essa oferta como uma simples brincadeira entre colegas, certo? Errado, pois os homens amam doar o que não serve mais e fingem que não! Quando os homens doam bens materiais, por exemplo, dão só o pior, o acabado, o quebrado, o velho, o lixo. Concorda? Não? Não é verdade? É mera questão de opinião? O que serve para mim, de repente, não serve para você? Tudo é relativo?

Que tal pensarmos, então, nas doações de roupas? As pessoas doam roupas novas ou usadas? Mais novas ou mais usadas? No que diz respeito às campanhas de agasalhos, os homens doam sempre o que não querem mais. Não é a toa que sempre quem promove determinada campanha social tem de alertar: "doem roupas novas e não velhas".

Não muito diferente dessa atitude, estão os problemas de relacionamento entre namorados, "ficantes fixos" ou casados. No início de todo relacionamento, tudo é frio na barriga, uma delícia, uma maravilha e uma potência excessiva de prazer. Com o passar do tempo, a relação desgasta-se dando lugar à raiva e ao desprezo mútuo por conta de problemas diversos. E é nesse momento, quando o casal percebe que a relação está no fim, surgem as "promessas românticas futuristas". 

Os homens amam prometer, agir e projetar uma relação mais agradável, amável e sonhadora, quando tudo está desmoronando, definhando e finalizando. Atitude estranha, não? Tais atitudes humanas não são invenções. Elas são encontradas e confirmadas no tecido da realidade, da sociedade. Nela, percebemos que os homens amam doar o que não presta e amam, também, agir - quando a relação está nos últimos batimentos - encantadoramente ou como nunca dantes! 

Por que gostamos tanto de perder tempo com aparências?

A terceira atitude humana mais insana é o preconceito contra o próximo - seja como for. Já escrevi, noutro momento, sobre o preconceito em meu blog. Tal texto, intitulei de: "O Preconceito a partir de Alice no País das Maravilhas". Por isso, não escreverei, aqui, além do que é necessário sobre essa atitude humana desagradável, repugnante e insana, uma vez que o preconceituoso tem somente um objetivo: "negar direitos civis sem nenhuma fundamentação ou legalidade". Enfim, o preconceituoso mata na mesma intensidade que a rainha cabeçuda, grita: "cortem as cabeças".

Doar o que não presta, agir encantadoramente nos últimos batimentos e ser preconceituoso moldam uma mascara que só serve ao ser humano. O problema é que eles usam, mas insistem em afirmar que não. Assim, cabe a pergunta: como confiar nos seres que dissimulam a todo o tempo?

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

NIETZSCHE: UM REMÉDIO MUSICAL PARA UMA VIDA TRÁGICA.

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O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) escreveu que "a vida humana não é possível sem música". Estamos certos de que Nietzsche tinha um modelo musical bem definido quando citou esta frase. Até mesmo porque ele era fascinado por música clássica; sobretudo a música de Richard Wagner, um talentoso músico do século XIX.

Nietzsche associava com frequência, em seus livros, a música à vida porquê ela tinha e ainda tem, abraçado a ela, um fator trágico, isto é, um fator de finalização, de finitude e de morte, inseparável; enquanto que a música - a partir de um conjunto de notas, acordes, instrumentos... etc - transmite a salvação, o consolo, a resposta e um remédio terreno para uma vida recheada de pequenas tragédias.

De acordo com Nietzsche, é possível afirmar que o "grude" da vida é a morte. Porém, antes da finalização da vida, é possível utilizarmos um remédio para esse "chiclete". É permitido e com frequência, recorrermos à música com a sua potência de cura terrena para nos consolar, sentirmos alegria, tristeza, amor fati... etc. A música, em geral, permite-nos sentarmos com a vida e ao lado de cada sentimento, positivo ou negativo, que a mesma oferta e esquecermos das preocupações niilistas.

Nietzsche não estava e não está errado quando se trata de música - seja qual for o modelo. Primeiro porque ele admirava música clássica e, por isso, compôs uma sinfonia inteira. Segundo porquê ele foi o primeiro filósofo a demonstrar-nos a música, enquanto médico para a alma em busca de salvações além-mundo.

Diga que não é verdade que a música "salva"-nos em diversos momentos problemáticos (ou não) da vida?

Quando estamos tristes, corremos aos braços de um modelo de música, seja para curar ou fortalecer a dor. Quando nos dedicamos à prática de exercícios físicos, recorremos às músicas que nos incentivam mais a alcançar nossos objetivos. Para amplificar ou aquecer os prazeres da carne, rapidamente pensamos na canção que melhor nos tocará, melhor nos favorecerá ou melhor nos motivará, de um jeito ou de outro, nesse momento dionisíaco.

Nietzsche é reconhecido como "filósofo da suspeita", uma vez que o mesmo, quando vivo, suspeitou, do que há por detrás, dos grandes sistemas filosóficos. E de acordo com Nietzsche, há muito pré-conceito. Foi bom termos filósofos da suspeita no panteão dos grandes pensadores, pois, além deles demonstrarem as suas visões trágicas sobre os grandes temas da filosofia, demonstraram-nos, também, as suas posições particulares. Isso é fundamental para o leitor que pretende formar a sua própria opinião no futuro.

Só quem suspeita de tudo e de todos (no caso Nietzsche) veste óculos de desavença, de inquietação, de a-sistematização e de discordância. Pela sua suspeita e inquietação frente ao universo intelectual dos pensadores mais eminentes, convidou-nos a vestir óculos de música, isto é, de salvação terrena, de consolo, de remédio, para uma vida demasiadamente trágica e, por isso, humana.

Portanto, Nietzsche finaliza com a seguinte interrogação: "para que respostas metafísicas e niilistas para a vida e os seus problemas se temos a música como remédio?".

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O DESLIZE DE SÓCRATES.

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Platão é o fundador da Filosofia Antiga. Conquistou esse adjetivo porquê foi o primeiro filósofo a pensar a filosofia de modo metodológico - ele criou a Dialética. Esse modelo de pensamento era inexistente até então, mesmo porque a preocupação dos filósofos, anteriores a Sócrates, destinava-se à natureza. Portanto, filósofos engajados com os problemas naturais que, outrora, eram explicados pela Mitologia Grega.

A Dialética de Platão é um modelo de pensamento cujas perguntas e respostas visavam alguns objetivos: "fazer o interlocutor amadurecer intelectualmente, politicamente e/ ou moralmente com vistas à verdade para o uso social". A sede de Sócrates pela verdade foi a grande responsável pelo seu "suicídio", defendia o filósofo Alemão, Friedrich Nietzsche, em Crepúsculo dos Ídolos.

Uma das mais famosas obras de Platão é a Apologia de Sócrates. Nela, o filósofo explica os problemas que Sócrates enfrentou perante o tribunal político de seu tempo. Devido o uso excessivo de seu método dialético - para ensinar a juventude ateniense a buscar a verdade - acabou sendo acusado, sentenciado e morto por não acreditar nos Deuses do seu Estado, bem como por corromper a juventude que estava, por sinal, dando muito trabalho aos líderes, Meleto e Anito.

Esses líderes foram os responsáveis por caluniar a Sócrates. Ele, por sua vez, defendeu-se com inteligência, rigor e lógica. Contra a acusação de que corrompia a juventude, Sócrates discursou: "corromper é fazer o mal. Fazer o mal afasta as pessoas. Os jovens, pelo contrário, não se afastaram; mas, se aproximaram de modo a tornarem-se melhores intelectualmente".

Contra a acusação de que o filósofo não acreditava nos Deuses da cidade, Sócrates valorizou os ensinamentos do Oráculo de Delfos que afirmava que ele era o homem mais sábio da cidade. Sócrates valorizou o Deus. Por isso, venceu.

Ao decorrer da Apologia, é notório perceber que Sócrates abate os seus opositores. Mas, rende-se aos mesmos, a fim de - como ensinavam Nietzsche - deixar-se matar, pois almejava um tipo de pesquisa alem-mundo. A notícia de que Sócrates iria tomar a cicuta espalhou-se e desestimulou os seus discípulos, a ponto de eles reunirem-se para pagar a sua fiança ou planejar uma fuga.

Justo e ético como sempre foi, Sócrates prontamente recusou. Tal atitude, por sua vez, entristeceu ainda mais os seus discípulos. Mesmo assim, eles não fugiram deixando Sócrates na mão. Mas, permaneceram, aprendendo na prisão. E foi nela onde Sócrates compôs o seu conceito mais bonito sobre a morte. A pergunta, então, é oportuna: "como Sócrates conceituou a morte?"

De acordo com o final da "Apologia", Sócrates define a morte como "ausência de sensações". Tal conceito demonstra o seu brilhantismo ou o seu deslize? Esse é o melhor conceito já escrito sobre a morte porquê, a partir dele, pode-se entender e visualizar, por exemplo, as pessoas em caixões. Portanto, inabilitados ao uso dos seus sentidos, das suas sensações, dos abraços - quem não abraça a ninguém sempre estará morto.

Localizamos, enfim, o deslize de Sócrates. O filósofo preocupa-se apenas com o conceito universal da morte. Sócrates (Platão) fez da morte uma formula e, por isso, não teve tempo (ou não quis) de pensar a dor que ela causava, que ela transmitia, transmite a quem fica no universo dos vivos. Conceituar a morte é extrair da mesma a dor.

Quando o filósofo revelou-se preocupado com a fórmula, deu de ombros à dor alheia. A dor não coube no pensamento de Sócrates. O filósofo preocupou-se tanto com o conceito e com a verdade que se esqueceu da sensibilidade e das pessoas. Sócrates perdeu-se num mar de verdades e conceitos. Não de pessoas!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

QUAL O TAMANHO DA DOR DE UM SUICIDA?

Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar de viver - Epicuro, Carta sobre a Felicidade.

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As perguntas: "por que viver, ao invés de morrer e por que morrer, ao invés de viver, eram frequentes em minha adolescência, conturbada. Nesse período, a vontade de suicídio manifestava-se com mais força sobre a reduzida vontade de viver. Em meio ao caos existencial daqueles tempos - pouco tinha sentido para viver.

Quando jovem, mal sabia lidar com esse forte apelo ao suicídio; também não o comunicava a ninguém, dado o tamanho da minha vergonha. Após algum tempo e por acumular experiências importantes no tecido da vida, esse sentimento foi sendo martelado e perdendo força de modo a alcançar o status de dormência.

Com o passar dos tempos, descobri, em mim, uma vontade louca de entender a vontade de suicídio. Por isso, pus-me a investigar livros, artigos, filmes, documentários, pessoas e até a mim mesmo. Nesse tempo, encontrei poucas respostas, tendo em vista a quantidades de perguntas. Dentre as tantas, uma sempre esteve em minha cabeça: "qual o tamanho da dor de um suicida?". 

Porém, outras perguntas vivem esparramadas pela minha sala existencial: por quê e para quê se suicidar? Qual a intencionalidade do suicídio? O que quer aquele que pretende a morte de si mesmo? Algo ou nada? Como, aquele que fica para trás, deve lidar com a morte do próximo, do ente querido? O que quer demonstrar aquele que se suicida? Por que viver é mais agradável do morrer? Por que achamos mais dignos aqueles que vivem, ao invés daqueles que morrem? Quem transmitiu esse sentimentos aos homens? Com quais intencionalidades? ...

Para responder a todas essas perguntas, certamente, seria necessário duas ou três vidas, ao invés de uma só. Além do mais, seria preciso uma investigação profunda e ininterrupta acerca de alguns universos particulares. Como não temos três vidas, seremos diretos: uma boa dose de dor e sofrimento são o suficiente para surgir a inclinação ao suicídio. Muitos suicidas cometem tais atos por desilusão - seja amorosa, conjugal, trabalhista, empresarial ou por bullying.

Por conta de tais sofrimentos, pessoas rendem-se aos braços da destruição pessoal em busca - não da morte de si mesmo - mas do alívio existencial. Portanto, a morte é um alívio para uma existência conturbada.

Se tal atitude é correta ou não; se é pecado ou não; se, quem cometeu tal atitude, vai para o inferno ou não; se Deus vai julgar o suicida ou não... não cabe a nós - os que ficaram. Só poderíamos julgar a essas pessoas quando tivermos a capacidade de compreendermos o tamanho das suas dores. E, para isso, somos incapazes, posto que não enxergamos o mendigo esparramado sobre a calçada, quanto mais... compreender a dor de um suicida.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

O PRECONCEITO A PARTIR DE ALICE.

Alice no País das Maravilhas é um livro de aventura, descoberta e mistério para a imaginação de qualquer criança. Acontece que é um grande erro pensar que esse livro "serve" apenas para as crianças. Alice é para qualquer idade. Portanto, para todos. Por isso, se ele for bem examinado, se revelará fonte inesgotável de pesquisa para qualquer curioso.

Sou um curioso e, assim sendo, achei oportuno investigar, refletir e escrever sobre a máxima de uma das personagens centrais do livro: "A Rainha Cabeçuda". No livro, ela tinha um dilema de dar calafrios na espinha: "cortem as cabeças". Bastava um erro simples, de alguma personagem, que a rainha - desapontada e estressada - exclamava: "cortem as cabeças".

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Tal ordem revelava o seu autoritarismo enquanto juíza e os personagens sofriam com as suas rápidas sentenças de morte. Primeiro a rainha sentenciava sem medo e sem a menor consciência; depois a vítima era levada ao matadouro para morrer - não importava o tipo.

Tal atitude é semelhante à do preconceituoso que mata a sua vítima sem saber sobre o seu modo de ser. Existem muitas rainhas cabeçudas, isto é, muitos preconceituosos em nossa sociedade. E eles são fáceis de serem descobertos. Lembram-se do caso da Paulista onde um gay foi sentenciado e agredido com uma lâmpada? Nesse caso, o lema da rainha cabeçuda tornou-se real.

É cliché. Porém, é oportuno escrever: em pleno século XXI ainda há preconceito do tipo medieval, racial. Mas, fazer o quê... Quem disse que o nosso século é sinônimo de saber ou esclarecimento? Há indivíduos que - com uma bandeira iluminista - apregoa que somos esclarecidos, racionais. Façamos uma pequena análise social... vejamos...

Lembremos do preconceito racial que sofreu o Jogador, Daniel Alves, quando os torcedores atiraram uma banana em pleno jogo de futebol; Ou do torcedor que - por ser negro - foi impedido de adentrar ao metrô em Londres. Ou dos garotos que entraram à loja de luxo para comprar um calçado e foram transformados, em bandidos, por serem negros pela polícia.

Como a nossa sociedade mostra-nos o contrário do que ensinava o iluminismo (a racionalidade será a base para julgar tudo), pensemos as três fazes do preconceito, uma vez que ele se desnuda dessa forma aos "seres iluminados". O primeiro é o "Não gostar". O segundo é o do "Pré-julgamento". E o terceiro é o da "Afirmação e a ação sem qualquer fundamentação".

Basta examinarmos o racista simplório, quando interrogado sobre o mesmo, ele destilará: "não gosto de preto". Como se a cor de pele fosse critério suficiente para o gosto ou o desgosto. Por esse sentimento, surge o pre-julgamento com relação, por exemplo, a cor. O problema é que esse preconceito - contra a cor de pele - não tem o menor fundamento, pois cor de pele não é escolha é imposição genética e patriarcal.

Daí a terceira fase do preconceito, isto é, toda e qualquer ação e/ ou afirmação sem fundamentação é uma demonstração de preconceito e ignorância, pois além do preconceituoso não reconhecer o outro como o seu semelhante, isto é, como pessoa, nega-lhe direitos civis. Percebam e não se enganem: todo preconceituoso, com o seu preconceito, objetiva a negação de direitos alheios. Parece-me, portanto, que retornamos ao Fascismo. Só que velado.

Por isso, todo preconceituoso é um criminoso retraído, escondido e mascarado. Sugiro que se deva banir o preconceito, o preconceituoso, bem como as rainhas cabeçudas dos círculos sociais senão será necessário, de fato, "cortar" algumas cabeças. Pois, "a gerra de todos contra todos" estará instaurada.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A GRANDIOSIDADE DE JESUS.

"É fácil criticar o cristianismo. Mas, Cristo, não". Foi Mario Ferreira dos Santos - um dos tradutores do filósofo alemão, Friedrich Nietzsche - quem escreveu tal mensagem corajosa. Por conta disso, tentei - a partir de algumas leituras - encontrar incoerências no pensamento de Jesus, haja vista que nenhum homem é completamente moral, correto e coerente o tempo todo. Portanto, basta investigarmos com precisão que acharemos um pequeno deslize em suas ações ou ensinamentos. Mesmo? Ledo engano...

Em meio as minhas leituras investigativas a respeito de Jesus, deparei-me com um de seus singulares ensinamentos: "perdoai setenta vezes sete". Lendo atentamente a esse textículo, é possível compreender que Jesus não estava preocupado com o cálculo matemático. Mas, sim, com o perdão entre os homens. Pensando nisso, é oportuno a pergunta: “tal preocupação foi o seu erro ou a demonstração da sua grandiosidade frente ao homem errante?”. Grosso modo, recorramos à Bíblia na tentativa de compreender o perdão.

De acordo com os textos bíblicos, o perdão tem um sentido curioso e intrigante, pois ele só é possível porquê indivíduos relacionam-se. Portanto, pensá-lo do ponto de vista abstrato é invalido e perda de tempo. Por isso, é válido escrever sobre o perdão em suas três fases. A primeira fase está em desconsiderar o erro do próximo. Segundo, esquecer o mesmo. E, terceiro, reatar o relacionamento, no mesmo nível, com o irmão que errou. Tudo isso, setenta vezes sete. Ou seja, sempre, sempre e sempre. É possível perdoar dessa maneira? Quando amadurecerá o indivíduo que é perdoado dessa maneira?

Vejamos... Uma mãe que sempre perdoa o filho do erro, de acordo com Jesus, espera que o filho melhore e amadureça. Ele amadurecerá? O filho irá aprender? Ou irá se acomodar sabendo que sempre será perdoado e, por isso, persistirá no erro? Um marido que trai a sua esposa com frequência deve ser perdoado setenta vezes sete? Tal perdão irá fazê-lo amadurecer ou dará autorização para que o mesmo, de um jeito ou de outro, erre mais? As feridas da traição podem ser curadas simplesmente com o perdão? Um fora da lei que sempre comete crimes merece o perdão?

Nos três exemplos acima, pode-se afirmar que o perdão não irá ajudar a amadurecer, a endireitar ou a tornar socialmente melhor determinado indivíduo. Tal perdão cristão irá, sim, atrapalhar e fazer com que indivíduos permaneçam no mesmo patamar de erro ou engano, dado que alguns usam o perdão cristão para continuar a errar e não para melhorar. Se Jesus desse-me ouvido, o mundo estaria perdido e sem uma segunda chance. Como Ele não me deu, o mundo está a salvo e com uma segunda chance. O que significa, para Jesus, perdoar setenta vezes sete?

De acordo com a trajetória bíblica, significa que Jesus entendeu que os homens são nascidos do erro, da ausência de ingenuidade e, portanto, do pecado. Por nascermos com essa carga espiritual negativa sobre as costas, Jesus considera que somos homens atados a uma profunda construção de identidade, social, moral, política... e que, por mais que tentemos, erraremos sempre, sempre e sempre...

Por isso, Jesus sacou que o seu perdão deve ser dado setenta vezes sete. Portanto e mais uma vez, sempre... Parece-me que é essa a conduta, de acordo com os escritos, que devemos seguir frente ao erro do próximo. Por isso, é necessário reconhecer que Jesus é mais inteligente do que os críticos simplistas acham. Por isso, deve-se reconhecer que o cristianismo pode ser um erro. Porém, Cristo e seus ensinamentos, não. Talvez, eles sejam até a solução.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

ECONOMIA E GUERRA

Não sou economista e nem chego perto disso. Mas, confesso que não tenho medo de aprender o que é novo e diferente. Por conta de tal atitude, decidi refletir sobre a nossa economia doméstica, haja vista que ela é primordial para a manutenção da vida.

Desse modo, é necessário sabermos que diariamente os jornais divulgam a ideia de que o brasileiro deve poupar dinheiro, pois a economia brasileira pode prejudicar ou favorecer o cidadão. Assim, escrever sobre a economia doméstica ou pessoal não é e não será novidade. Portanto, grande parte do conteúdo que se apresentará nesse texto não será único ou novo. Uma pena! Entretanto, o formato para pensar a economia doméstica, talvez, encontre alguma diferença.

Os telejornais divulgam, divulgam e divulgam... E, como sempre, para poucos ouvintes. Pois, os brasileiros não entendem o valor do poupar, uma vez que os nomes dos brasileiros continuam crescendo nos órgãos de proteção ao crédito. Sendo assim, as perguntas que nos cabem são: por que não entendemos o valor do poupar? Por que devemos poupar? Por que os brasileiros gastam tanto? De onde surgiu essa necessidade voraz de consumir e não economizar?

Após ler o diário de Anne Frank, bem como outros livros de história sobre a Segunda Guerra Mundial, conclui que os homens e as mulheres sofreram com a guerra que, por sua vez, prejudicou os mesmos pela falta de roupas, saneamento básico e alimentos simples para a manutenção da vida. Isso formou um retrato de medo e sofrimento para aqueles que estavam afundados à guerra - entre os imperialistas e os nacionalistas.

O fato é que a guerra teve muito o que ensinar para os europeus. Inclusive de que é necessário poupar dinheiro para a manutenção da vida, pois a crise pode bater à porta a qualquer momento. Muitos países da Europa entenderam isso, enquanto outros, não!

Os que sofreram com a guerra, aprenderam a lição. Porém, os que não sofreram com as crueldades da guerra pouco sabem sobre o economizar para não sofrer na crise. Esse é, sem dúvida, o caso dos brasileiros. Pois, brasileiro sofre, mas pouco sabe economizar, posto que não "tivemos" que comer bolotas de serragem para sobreviver e aprender o valor da alimentação.

Por que os brasileiros gastam tanto? Simples... Além dos problemas que causam a guerra, em toda a terra brasileira que se planta, se dá fruto e se colhe com fartura. Por isso, para quê devemos pensar em economizar? Pra que perder tempo com frustrações econômicas, sendo que caso exploda uma guerra ou algo do tipo, basta plantar, colher e, então, sobreviver... Viva a terra, gritariam os "brasileiros inteligentes"...

Às vezes, entendo tal posicionamento como desculpa esfarrapada, pois o brasileiro, exceto os nordestinos, não tem essa cultura de plantar como forma de subsistência. Mas, sim, de gastar. E muito! E há uma ciência em evidência que colabora num bom bocado para nisso - o Marketing! Bem que o professor Luis Felipe Pondé, advertiu: "o marketing será o próximo bezerro de ouro".

Estudar a história num prisma clínico é reconhecer que ela tem uma enorme bagagem de experiência para nos ensinar a não errar futuramente. O fato é que o brasileiro não gosta de ler; e aí está a primeira barreira pra tudo... Pois, não gostando de ler, não entenderá o valor do poupar e, por sua vez, o que a guerra pode nos ensinar.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

VALE A PENA DIZER A VERDADE ANTES DE FAZER UMA ANÁLISE HISTÓRICA E SOCIAL SIMPLES?

O escritor Nelson Rodrigues dizia: "o que salva o casamento é a mentira". O filósofo Alemão Friedrich Nietzsche não cansou de se perguntar: "a verdade salva a vida?". Atualmente o cozinheiro mais famoso do Brasil, o chefe Jacquin, revelou-se, em rede nacional, ao divulgar que ama quando um, de seus vários funcionários, mente de modo necessário para ele e por ele. João - o profesta que batizou Jesus Cristo - perdeu a cabeça por contar da verdade...

Acima temos algumas personalidades que são aproximadas, textualmente, pelo tema da verdade e da mentira. Ambos os substantivos que ligam esses mestres da história ou da atualidade, também unem muitas pessoas em nossa sociedade atual, por dizerem ou não a verdade para os seus semelhantes. O fato é que nem todos os homens têm a coragem de contar que faz uso da mentira, posto que será necessário, apos tal declaração "bombástica", o retirar das máscaras. Mas, quem não ama as máscaras, não é verdade?

Por que não tiramos as máscaras? Por que temos tanto medo de expor que mentimos? Por que a verdade ainda tem tanta importância, numa sociedade tão disfarçada? Pra que e por quê dizer a verdade? Qual a função da verdade? De onde surgiu essa nossa necessidade voraz de contar a verdade? Que sentimento a verdade causa nas pessoas?

Analisemos a atualidade: quando um garotinho comete a traquinagem de furtar uma balinha e os seus pais descobrem; rapidamente, demonstram-se zangados e gritam: "diga a verdade senão você vai levar uma surra". O garoto, pra não apanhar, diz a verdade... E para quê? Para levar uma surra! O marido que é colocado contra a parede por uma suspeita de traição e quando essa suspeita confirma-se, logo perde a esposa e todos os bens. O bandido que confessa a verdade só confessa para ser preso, surrado e condenado...

Historicamente é possível afirmar que dizer a verdade é prejudicial a vida, posto que só causou e causa o sofrimento. Assim, cabe a pergunta: "vale a pena contar a verdade?". De acordo com os casos citados sobre a atualidade, a verdade só serviu para punir aquele que, talvez, queria se redimir e se reeducar.

Portanto, a punição e o sofrimento estão sempre ancorados à verdade, quando, na verdade, deveria ser o perdão, o redimir, o abraço e o acolhimento. Continuar contando a verdade, num mundo de máscaras, é semelhante a jogar pérolas aos porcos!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

FRUSTRAÇÃO E AUTORRETRATO.

Sempre disse aos meus amigos, íntimos, que amo observar as pessoas com sapatos de algodão, dado que as mesmas sempre estão, nos relacionamentos, escondidas, recolhidas e na defensiva. Ao certo, não sabemos qual o motivo para que elas ajam assim – se por medo, por insegurança ou para evitar angustias e frustrações no futuro. O fato é que somente as pessoas que fazem uso desinibido da coragem são capazes de tirar as mascaras e anunciar as suas frustrações pessoais.

Atualmente, parece-me que somente os entendidos expressam claramente os seus medos, os seus fracassos, as suas decepções e as suas frustrações existenciais frente ao público sem sentimento. Mas, quem são esses corajosos e destemidos que amadureceram e, portanto, deram de ombros para a frustração?

Alguns homens e mulheres se levantariam, de onde estão, para exclamar: “esse homem e essa mulher não existem, pois todos nós nos escondemos!”. Outras pessoas ficariam tímidas, com medo e, caladas, permaneceriam em seus respectivos lugares. Outras pessoas, porém, perderam o medo do preconceito alheio e se levantaram para confessar quem são. Agiram assim não para comunicar as suas frustrações pessoais. Mas, para informar que a frustração não é o fim, mas o meio para seguir a vida de outras formas, com outros sabores. Sendo assim, é oportuno citar três casos que tem “uma” só coisa em comum: a frustração.

Antes de tudo, é bom sabermos que a frustração não escolhe um determinado indivíduo, haja vista que ela é cega e toma qualquer um pelos braços e diz baixinho: “você será impedido de alcançar o seu real objetivo de vida; aquele que mais te motivará a viver e que tanto te fará falta na velhice”. A frustração é um elemento que nos torna semelhantes. Todos nós, igualmente, sentimos dor. Não é mesmo? 

Deste modo, escrever sobre a dor e não citar alguns casos, como o do poeta Rubem Alves, a filósofa Viviane Mosé e a apresentadora, Fátima Bernardes, talvez, não surtirá um efeito singular, dado que, às vezes, a frustração está em nossa fuça, mas não conseguimos ver. Ou, não queremos?

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O escritor, Rubem Alves, é considerado um dos melhores educadores, escritores e filósofos do Brasil. Um dos mais reconhecidos e lidos. Os seus livros venderam milhões de cópias e foram impressos e reimpressos por diversas editoras. Por isso, não seria de se esperar e de se espantar se o mesmo recebesse o carimbo de professor, gênio. Mesmo com todo esse gabarito de excelência, Rubem Alves não ficou isento de frustrar-se em sua vida. Pois, ele relatou, num de seus documentários, que amaria ser pianista clássico. Porém, a sua falta de talento para a respectiva área o fez praticar o “suicídio” e migrar para a área da literatura onde tocou piano com as palavras e os meus ouvidos agradecem.

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Não muito diferente de Rubem Alves, encontra-se a filósofa, Viviane Mosé. A escritora também tornou-se (re)conhecida na área educacional por suas muitas formações e atuações. Dentre as tantas formações, está Filosofia, Psicanálise e Psicologia. Mosé, numa de suas apresentações filosóficas, divulgou que adoraria ser cantora. Mas, a sua natureza não colaborou com a afinação vocal e, por isso, teve de cantar com os livros e as poesias. Ainda bem, pois só assim entendi que o tempo anda passando a mão em mim.

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Em meio à roda dos frustrados assumidos, nos deparamos com a apresentadora, de televisão, Fátima Bernardes que se revelou frustrada por não ser bailarina clássica, famosa e profissional. Para quem acompanha os seus programas diários, isso é mais que perceptível, uma vez que o tema do balé, frequentemente, toca o palco de seu programa escancaradamente.

Como podemos notar, frustração é um sentimento que toca, agarra e bagunça com a gente. Ninguém está livre desse sentimento. Portanto, ninguém está livre do fracasso de si mesmo. No entanto, o real problema não está em frustrar-se com algum objetivo primordial: aquele que faz o nosso coração “aquecer, ferver e almejar desenfreadamente. O problema está quando nos deixamos, nos entregamos, nos depreciamos em nome de um alvo inalcançável, dado a falta de talento natural.

Pensando nisso, descobri que a vida é matemática viva. E, por isso, não é exata, mas sim recheada de variáveis. Para lidar com elas é necessário ser corajoso e ter a capacidade de se pesquisar, sentir dor visando novos objetivos, novas emoções e, por fim, sensações. Enfim, para compreender as variáveis da vida é necessário ser inteligente. E, Rubem Alves, Viviane Mosé e Fátima Bernardes, merecem todos os adjetivos positivos, uma vez que eles descobriram outras fontes para viverem. Portanto, podemos, claramente, aprendermos com esses mestres e brindar a vida. Viva!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

CORRER É A CONFISSÃO DE SI, PARA SI MESMO!

Após muito tempo, finalmente voltei a correr. No começo parecia um tédio. Mas, logo acostumei-me com a ideia de ir ao parque três vezes por semana, suar feito louco e regressar - cansado, porém feliz - para casa.


Acontece que todo aquele que pretende ser um pensador algum dia - reconhecido ou não - tenta enxergar o lado positivo ou negativo de tudo. Ou até mesmo como uma "simples" atividade física pode dialogar com as nossas felicidades, decepções, angústias ou crises diárias.

Por isso, foi correndo que aprendi a confessar-me. Foi assim que aprendi a conversar comigo mesmo; e sobre diversos elementos do meu universo familiar, filosófico, trabalhista, amoroso, erótico...etc.

Foi entre uma corrida e outra que percebi que correr não é somente fazer exercícios físicos ou tentar abreviar a morte - que certamente é fatal! Mas, sim, confessar-se.

Portanto, cheguei a conclusão de que correr é a confissão de si, para si mesmo!

Desse tipo de confissão não preciso temer. Aliás, ninguém precisa. Pois, as árvores não possuem espanto, moralidade ou códigos morais que nos levem à angústia ou a qualquer modificação física ou mental através de alguma penitência.

Elas, simplesmente, ouvem - "pra quem acredita" - e ainda nos presenteiam com uma adorável mistura de perfumes que nos convidam a correr mais e mais; e a confessar-se de igual modo.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

VELHICE



                                                     Na juventude, aprendemos. Na velhice, compreendemos
                                                      Desconhecido.

Os fios brancos denunciam que o tempo passou.
E que lisos ou crespos, caem sem fim.
Os traços indefinidos contornam o rosto denunciando que ainda resta alguns pingos de vida.

Os olhos cansados gritam que, em breve, será o momento de entregar os pontos.
As mãos trêmulas já não apalpam os objetos como deveriam apalpar.
O corpo já não combate o frio do jeito que combatia antes.
O cansaço demasiado bateu à porta!
E, por isso, o corpo deve estar sempre envolvido em cobertas.
Assim, não há mais passeios; não há mais casa cheia; não há mais netos e netas correndo por toda a parte.
Não há mais alegria em arrumar a casa bagunçada pelos netos.
Por quê? Porque.. não há mais brinquedos!
Pois, a velhice precisa descansar e respeitar os últimos ares de vida.
O restinho de vida, então, repousa sobre a cama, calma.
Sozinha não lhe resta mais nada, senão as lembranças da vida que valeu a pena ser vivida e o desespero da vida incerta que advém.
Pois, dessa é impossível falar. 
É necessário calar.
E esperar...
Porque dela não se tem como escapar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

UM PARAÍSO ATRAVÉS DOS LIVROS.


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Sempre perguntei-me sobre a real importância de um professor em sala de aula. E, nesses tempos de internet, qualquer um se faz essa pergunta. Ela é inevitável. Acontece que a vida, atrelada aos livros, mostrou-me caminhos e respostas diferentes para refletir sobre a importância real do professor.

Desse modo, é salutar sabermos que o professor é importante em sala de aula simplesmente porque é ele quem leva a diante o papel de mediador entre autores e alunos, de modo que os alunos possam mergulhar num processo de formação, informação e aprendizagem.


Portanto, o professor, "enfrente de seus alunos", é a mensagem viva e o caminho vivo para apresentar e discutir o um autor em questão, de modo a transmitir uma mensagem que, muitas vezes, os alunos carregarão por toda uma vida.

E, assim, cabe ao professor a grande tarefa de externar tal mensagem com amor ou não, com valor ou não, com ímpeto ou não, com carinho ou não, com mediocridade ou não, com estratégia ou não, com sentimento ou não... para que os alunos carreguem as devidas mensagens e as apliquem no momento oportuno - seja ele qual for!

De acordo com os exemplos acima, pode-se concluir que é o professor o grande responsável por transmitir o céu ou o inferno para os seus alunos. Eu, enquanto professor, sinto-me responsável por transmitir sempre a mensagem do céu para os meus alunos. Pois, para mim, a educação sempre será um paraíso através dos livros!

sábado, 8 de agosto de 2015

CINEMA E EDUCAÇÃO.

                                           Resultado de imagem para educação
Amo cinema. E, em muitos dos meus textos, já escrevi e declarei esse amor. Por conta disso, declararei uma vez mais em forma de texto. E tendo as palavras como suporte, meio e instrumento para tal declaração.

Os gregos tinham um modo muito peculiar de se divertirem. Eles iam ao teatro, enquanto nós vamos ao teatro moderno - o cinema!

De modo geral, existiam muitas temáticas que rolavam nos palcos dos teatros - a céu aberto - dos gregos. As mais frequentes e requisitadas eram as tragédias. Os gregos amavam assistir as tragédias!

É interessante e importante saber que os gregos não amavam as tragédias por elas mesmas, nem pela quantidade de pessoas que ali se reuniam ou muito menos pelo seu glamour em relação aos outros povos.

Mas, os gregos amavam as tragédias porque, por meio delas, era mais fácil transmitir três valores basilares para a Grécia Antiga - Educação, Valores Guerreiros e Costumes típicos gregos. Assim, a sua identidade, enquanto povo, era preservada e reproduzida.

É com essa perspectiva que pretende-se escrever sobre o cinema da atualidade, dado que o mesmo, especificamente o americano, pretende repetir os valores educacionais gregos - com a roupagem estadunidense, é claro!

Antes, então, de escrevermos sobre a educação e o cinema para os estadunidenses, é considerável admitirmos que os gregos ainda estão no topo e mais uma vez devemos gratidão a eles. Ponto!

Atualmente, os filmes americanos ditam modas, modos e comportamentos para o mundo. E isso não seria de se esperar e de se espantar, pois eles querem "dominar" tudo! Basta assistirmos a qualquer filme americano de ação que, no momento mais emblemático do mesmo, a bandeira dos Estados Unidos das Américas é estendida, de modo a expressar todo o seu patriotismo. Pronto, temos um primeiro valor.

Grosso modo, patriotismo significa o quanto os cidadãos devem lutar, viver e compartilhar os valores de sua pátria, sua cultura. Isso é muito importante para os estadunidenses, posto que tal ideia é expressada repetidas vezes pelos filmes de ação. E o único significado possível é reiterar e perpetuar os seus valores, bem como ensinar ao mundo que os assiste o jeito que deve ser!

Outro comportamento muito comum nos filmes americanos atuais da atualidade é a total valorização dos negros, uma vez que os mesmos já foram interpretados como burros de carga e sem alma. Que crueldade!!!

Nos filmes mais modernos, os negros não interpretam papéis somente de empregados, escravos e catadores de lixo. A verdade é que os negros estadunidenses não sabem mais o que é isso nas "telinhas" do cinema, haja vista que, finalmente, eles venceram e conquistaram o coração de todos. Basta assistir ao filme "Doze anos de Escravidão" para certificar-se disso. O fato é que não seja bem assim na realidade.

Seja em séries, documentários ou em filmes: os negros passaram a representar papéis de presidentes da República, Executivos de alto Escalão, Vencedores, Jogadores milionários de basquete, bem como os de cantores que ditam as regras do e para o mundo da música pop.

Isso é o suficiente para espelhar e demonstrar o quanto a realidade social dos estadunidenses mudaram? Ou apenas o mundo do cinema mudou? Essa pergunta traz para a discussão, no campo do cinema, a velha problemática da igualdade entre os homens.

Como o cinema estadunidense poderia esquecer-se de tal problema, uma vez que eles amam ser o centro das atenções?

Por incrível que pareça, os cineastas trabalham com frequência esse problema da igualdade ou desigualdade entre os homens em vários filmes, de vários modos e diversos sentidos. E o que lustra tão bem essa ideia é o filme, "Corrente do Bem". Agora, se a igualdade existe ou não entre os homens é outro papo! Pois, a pergunta que devemos nos fazer é a seguinte: "existe igualdade e, se sim, em que sentido?".

Para muitos, a igualdade é mero palavrão, mera discussão de academia, dado que pobres continuam a permanecer pobres e ricos continuam a ficar ricos! Esse problema da igualdade, pelo o que nos consta, é velho. E vai continuar a envelhecer. Pelo o que me consta, amamos ser diferentes. E as mulheres, simples de pensamento, ainda mais! Ah, você discorda? Dedique um pouco de atenção aos salões de beleza. Verás!

Mas, em que sentido falar em igualdade é chique? É chique falar em igualdade quando tratamos das leis, ou seja, o que um indivíduo cometer, bem como o seu semelhante, pagarão do mesmo modo, no mesmo lugar e com a mesma pena! Sempre perguntei-me quando isso foi verdade e não cinema! (?).

Desse modo, podemos concluir que o teatro tecnológico dos estadunidenses transmite e com muita frequência os valores do patriotismo, da igualdade racial, bem como o da igualdade econômica entre os homens. Porém, todos os dias tomamos consciência que é mera questão chique e de cinema. Pois, na vida real amamos possuir vontades diferentes, e, assim, tomar vinhos diferentes, vestir roupas diferentes, possuir carros diferentes, bem como jantar em restaurantes chiques e diferentes!