quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A GENTE!

Um mundo sem gente, não é um mundo.

É um vácuo, um vazio, uma depressão.

Por mais que a maior parte de nós, da gente, seja tacanha, egoísta e desprezível:

Ainda, assim, somos gente.

Que sente, que ama, que brinca, que dança, que transa e que entende que o mundo está no outro:

Na gente.

O que seria da constelação, sem a gente?

Do sol, da lua, da pele nua?

Nesse sentido, o sabor não existiria.

Ora, sabor sem a gente, você entende?

Desculpa, mas a culpa é da redundância: gente não é gente sem a gente.

Ou, o sabor, o prazer, o calor, o amor e a linguagem, não seriam, não existiriam, não são, sem a gente.

E nada mais!

Claro que sim: somos sempre agentes.

Para o outro, para aquele, para o corpo.

As ideias não são sem agente, sem o corpo!

O que diria Descartes desse poema? Aliás, do corpo?

Nada. Para ele as ideias são a gente.

Schopenhauer estava certo: nada existiu ou existiria sem o corpo,

Sem a gente!

Por isso, a constelação, as estrelas, o sol, a lua,

os cometas, as estrelas cadentes,

a terra, o mar, os peixes, os homens, os prédios, a eletricidade, o corpo,

a tristeza, a alegria, a felicidade, o sexo, o prazer...

Não existiriam, não são, sem A GENTE!

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