sábado, 12 de julho de 2014

FANTASMAS NOS ASSOMBRAM.

Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia.
William Shakespeare

Quando tais eventos surgem e ressurgem, muitos indivíduos ficam assustados, arrepiados, boquiabertos, com intenso medo e, às vezes, depressivos por não conseguirem lidar, controlar ou dominar determinados problemas (eventos) que se revelam em nossa pragmática sociedade. Do que, portanto, se trata? Eventos paranormais?
No dia 1 de Julho de 2014, o programa de culinária, Mais você, que vai ao ar na rede Globo de Televisão diariamente, cuja apresentação fica ao cargo de Ana Maria Braga, inacreditavelmente transmitiu – a nós telespectadores – uma suposta história de caráter paranormal.
O drama familiar – exibido na reportagem – teve os seus primeiros passos quando, aparentemente, algumas pedras começaram a ser lançadas sobre os telhados da casa – sem contar os ruídos em volta da mesma e as frequentes batidas no lado de trás da casa. Como a família pensava que se tratava de um evento inusitado, resolveu não dar a devida atenção.
Mas, os eventos começaram a se intensificar com médias pedras que caiam dentro da casa, coberta e sem danificação aparente nos telhados – era de se espantar. Assustados e sem saber como lidar com o caso, os familiares resolveram entrar em contato com a polícia de sua cidade – que rapidamente atenderam ao chamado.
Uma vez que as autoridades locais chegaram à residência, a família logo tratou de relatar aos policiais os frequentes fatos. Assim, os mesmos saíram na captura de possíveis criminosos. Porém, sem sucesso. Ao regressarem à casa com notícias insatisfatórias sobre o evento, perceberam – por eles mesmos – que o problema não estava do lado de fora. Mas, sim, com a casa. Seria realmente um problema de para-normalidade? Ou mais uma medíocre armação?
As preocupações dos familiares alcançaram os policiais que resolveram investigar o caso para saber se se tratava de mais um mito ou uma nova e inacreditável verdade. Após algumas averiguações, os policiais constataram que se tratava de fato de um evento incomum: sobrenatural. Sendo assim, os boatos logo começaram a espalharem-se por toda a cidade, causando náusea e medo nos habitantes.
Ao que tudo indica, autoridades religiosas compareceram no local e solucionaram o devido problema paranormal, dado a incapacidade dos policiais – se bem que eventos paranormais não são casos de polícia. No entanto, para evitar mais inconveniências, brincadeiras, bruxarias e, assim, problemas futuros, as autoridades locais resolveram demolir a pequena casa de madeira assombrada. Pois, curiosos, pesquisadores e grupos religiosos esperavam ansiosamente frequentar o local e extrair suas próprias conclusões sobre os fatos no intuito de testar a veracidade dos rumores.
Não é a primeira vez que casos como esses se apresentam a nós seres humanos dotados de “esclarecimentos” sobre o que acreditar ou não. A fantasmagoria é antiga e repleta de histórias. Entretanto, não damos a devida atenção a esses vastos históricos de eventos sobrenaturais. Por quê? Simples. Preferimos permanecer com os dados quantificáveis, científicos e “verdadeiros” (?). Caso contrário, tais eventos, não merecem nossas atenções. Mas, dessa vez foi assombroso e, por isso, ganhou repercussão nacional. O fato é que cada vez mais, eventos como esses ficam frequentes nas cidades, vilarejos, escolas, hospitais, esquinas e praças.
Certa vez, o poeta e escritor Shakespeare ressaltou: “Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”. Seria a frase do poeta, portanto, um puxão de orelha sobre a existência de outro plano colado ao nosso?

Todas às vezes – caro leitor – que você deparar-se com uma pessoa caída no chão com voz modificada ou topar-se com um vulto que corre de um móvel ao outro ou com uma criança que aparece e desaparece inesperadamente, reflita sobre a citada frase de William Shakespeare.

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