terça-feira, 10 de junho de 2014

FIM DA FESTA

Sente-se, pare o que estás fazendo em sua vida corrida e ouça. Não apenas ouça. Mas sinta. Para isso, é necessário dedicação. À minha simples poesia? Não. À vida. À sua vida.
Breve, não sentiremos mais;
Logo, não abraçaremos mais;
Cedo ou tarde, não alimentaremos mais;
Dia ou noite, não caminharemos mais;
Daqui a pouco, sequer falaremos ou calaremos;
Não gritaremos ou choraremos;
Então, o que poderemos fazer? 
Nada?
O nada é a companhia que ela nos trará;
A ausência de sentido e a solidão são as suas maiores aliadas;
Todas elas encontram-se reunidas no vazio e no silêncio de uma mediana caixa;
Nela, existem apenas os seguintes comportamentos: continência, palidez, roupas tristes e falta de conforto;
Conforto?
O que poderia haver de conforto na morte - senão para quem deseja ansiosamente a sua companhia?
Sem pestanejar, grito: para quem ama a vida, a morte serve apenas para apagar a luz da alegre festa;
Da vida; Do viver.
No entanto, saibas: o fim da festa - tarde ou cedo, conforme a sua vontade ou contra ela - chegará para você.
Portanto, levante-se - de onde sentou-se e retorne a viver!
Mas, por favor, não se esqueça: viva com prazer!



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