terça-feira, 27 de maio de 2014

O DIVINO SE OFERTA.

O infinito se oferece;
Se oferta;
O infinito se faz conhecer;
Veja, preste atenção;
Não! Mantenha a atenção;
Caso contrário, não o perceberão;
Ao menos o verão;
Vejam, Ele está nas pessoas, nas coisas;
Sério? Ele está no pecado?
Claro, pois é o seu modo, sua maneira de se mostrar;
Se sujar.
Para, assim, nos limpar.
Por fim, esse é o seu único modo se ofertar.

sábado, 10 de maio de 2014

UM DUELO DE VONTADES: O QUE OS PROFESSORES QUEREM, O QUE OS ALUNOS QUEREM.

Pelo o que se pode verificar, o presente título anuncia o choque entre vontades diferentes. É óbvio expor – num texto ou num bate papo qualquer – que professores e alunos possuem vontades, visões e objetivos diferentes. Mesmo sendo óbvio, arrisco-me a abordar tal assunto.
Desde que adentrei ao ensino médio da escola pública do Estado de São Paulo para lecionar, percebi o desencanto de alguns professores, bem como de alguns alunos.
Por meio da minha experiência – que não é extensa enquanto professor – percebo que professores e alunos não se sentem realizados em seus devidos lugares. Mas decepcionados.
Ora, comecemos pelos professores e suas desilusões. Porém, perdoem-me por não conseguir enumerar todas as frustrações relacionadas à docência, bem como toda a gestão escolar. Afinal, o objetivo desse texto é demonstrar – de modo simples – o que os professores querem, o que os alunos querem.
Nos cantos, nos corredores ou até mesmo nas salas dos professores, vejo semblantes e olhares desencantados e sem brilho para – das 6 da manhã às 12:00 – ensinar. Tais características dão-se por diversos fatores. Dentre eles, está o desgosto e o desânimo pelos professores não conseguirem lecionar devido às salas estarem carregadas por quarenta alunos em média; devido ao barulho ensurdecedor de vozes espalhadas numa pequena sala; devido ao uso constante de celulares, bem como ao som alto – mesmo com fones de ouvido – às vezes, de funk ostentação.
Sem contar – é claro – as duas frustrações mortais para os professores: alunos que vão à escola e não querem – numa grande parte – aprender e os salários dos mesmos que mal dão para comer e beber!
Sendo assim e mediante a tantas dificuldades que os docentes enfrentam, como não se abater? Em contrapartida aos problemas da docência, também há alunos frustrados e desanimados que também enfrentam problemas de segunda à sexta.
Nas salas, nos corredores e nos intervalos percebo alunos chateados. Seja por problemas de classe ou familiares.
Por esses dias, resolvi ouvir e observar as denúncias – de modo geral – dos alunos aos professores, bem como à gestão escolar. Sim, não foram poucas. No entanto, apresentarei algumas.
Nos dias que antecederam o feriado do dia do trabalhador, ouvi o seguinte de um determinado aluno: “nossa, mal chega e já entope a lousa”. Seria isso um desabafo, um desapontamento com a maneira de lecionar dos professores? Aliás, aluno tem a capacidade de ficar desapontado, de possuir senso crítico?Noutros momentos ouvi: não aguento mais copiar e colar; ele (a) quando chega mal deseja bom dia; seria excelente se tivéssemos uma aula mais dinâmica; seria interessante se pudéssemos nos movimentar um pouco mais e descolar a bunda da cadeira nessas cinco horas.
Mediante a todos esses problemas entre professores, alunos e gestão escolar, o que fazer para que as diferentes vontades entrem em sintonia em busca de melhorias para o nosso sistema educacional?
Talvez essa pergunta seja difícil demais para eu responder. Mas uma coisa eu já sei: minha parte eu farei. E você, o que indica a fazer?