quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A VIDA ALÉM DO FUNK.

Há indivíduos que defendem a música funk e até mesmo acham que ela é a caracterização de nossa cultura. Entretanto, não sou uma delas. E para demonstrar como ODEIO essa modalidade - a partir de alguns critérios -, demonstro DEZ argumentos contrários ao tal gênero para que os demais indivíduos da sociedade - se quiserem, é claro - não ouçam, não curtam e sequer tenham vontade de participar das festas que ocorrem - na maior parte dos casos - nas ruas da grande cidade de São Paulo.

1- Normalmente quem ouve funk acha-se dono dos ouvidos das outras pessoas.

2- Não ouço funk devido à desvalorização da mulher brasileira – por mais que algumas gostem de ser desvalorizada.

3- Não ouço funk porque torna a língua portuguesa burra – basta ouvir a maioria das letras.

4- Não ouço funk porque normalmente ele está ligado a bebidas, mulheres e baderna.

5- Não ouço funk porque para curti-lo é necessário estar a caráter: copos nas mãos, roupas de diferentes marcas e garotinhas ao lado - ainda há mais elementos.

6- Não ouço funk porque normalmente quem a ouve fala muito, mas muito palavrão. Portanto, educação zero.

7- Não ouço funk porque não há nada de educativo nele.

8- Não ouço funk porque a maioria das letras atuais tem somente “sexo, drogas e funk”.

9- Não ouço funk porque quem ouve normalmente não respeita os direitos dos outros cidadãos: fecham as ruas sem autorização; se os vizinhos reclamam, quem ouve, logo briga com quem reclamou e quem reclamou está errado por tal atitude.

10- Não ouço funk porque dependendo de quem está "curtindo a festa" não se pode chamar a polícia, pois quem a chamou pode ser descoberto e ser alvo de um massacre. Ou ser expulso de onde mora – no caso de uma favela, comunidade etc.
 


Tudo bem se a maior parte das pessoas que gostam e ouvem o chamado funk não concordarem com as minhas razões contra esse tipo de música. Mas pelo menos seja (ou sejam) honestos consigo mesmos de que todas as razões dadas acima são realmente verdadeiras

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DEUS E A RELIGIÃO NUNCA PERDERÃO PRESENÇA NA VIDA HUMANA.

O avo de Friedrich Nietzsche desenvolveu uma tese sobre o cristianismo e nela afirmou que “o cristianismo nunca deixaria de existir”. A afirmação dessa frase é delicada, uma vez que Salomão, escritor de Eclesiastes, disse: “tudo passa, a beleza passa, a vida passa...”. Se Salomão estiver certo, o cristianismo está destinado ao fracasso e breve deixará de existir. No entanto, se o sábio Salomão estiver errado, o avô de Nietzsche estará correto e seus ideais em relação ao cristianismo, também. Portanto, o cristianismo nunca deixará de existir.

Levando em consideração as máximas dos pensadores citados acima, podemos considerar que há, sem dúvida, um desentendimento entre ambos. E podemos até perguntar quem está certo ou quem está errado. Seria o “filósofo” Salomão? Seria o teólogo e protestante avô de Nietzsche? Antes mesmo de aplicarmos sentenças sobre as máximas de ambos, por que não pensarmos um pouco?

Desde o nascimento da filosofia grega, o homem pergunta e responde sobre a natureza. Não a natureza como entendemos hoje: deslocada, ela lá e eu aqui! Natureza enquanto tudo integrado: árvore, sol, homem, astros... Uma das perguntas mais interessantes sobre a natureza – essa natureza era conhecida pelos gregos como physis – é: do que a natureza é composta? Dentre todas as respostas, há a de Talles de Mileto. Talles afirmou que toda natureza é composta por água.

Após Talles, muitos outros filósofos vieram e desvendaram, cada vez mais ou cada vez menos, os enigmas da natureza. Não obstante aos enigmas da physis, nasceram pensadores que queriam solucionar problemas que estão dentro e “fora” dela. Por exemplo, um motor imóvel. Motor que movimenta tudo, mas não é movimentado. Não sai do lugar.

O filósofo Aristóteles foi – até onde se sabe – o autor dessa máxima. Entretanto, há interrogações acerca do conteúdo dela, ou seja, se esse motor imóvel – o que movimenta as coisas, mas não é movimentado – é a matemática ou Deus. Alguns estudiosos acham que esse motor imóvel é a matemática. Todavia, diferentes estudiosos pensam que esse motor imóvel é Deus, um Ser divino, Ser grandioso.

Portanto, a grande questão do título desse texto se faz presente e tenta explicar qual a razão para Deus ou a religião nunca deixar os seres humanos. Ela é: “alguns estudiosos acham, outros não, algumas pessoas querem outras não”. Como assim? Para indivíduos pensarem a favor de um dado pensamento e outros indivíduos contra esse mesmo pensamento (no caso da frase de Aristóteles), é necessário que os mesmos se relacionem e assim fazem com que a ideia, o pensamento exista e fique cada vez mais forte na existência humana. Por exemplo, não é porque alguém diz que Deus existe que ele passa existir. Entretanto, não é porque alguém diz que Deus não existe que ele passa a não existir.

Deus ou um pensamento se faz existência, presença e eternidade, a partir das relações humanas.  E mais: é devido ao desentendimento de indivíduos “comuns”, de filósofos, de poetas ou até mesmos de teólogos, que Deus nunca deixará a existência humana. Qual a razão para Deus ou a religião nunca deixar a existência humana? Porque as pessoas têm gostos, interesses e vontades diferentes; porque algumas querem elementos terrenos, enquanto outras querem elementos supremos e cada uma tem vontade de passar ao outro indivíduo, outra pessoa o que te faz bem.

Desse modo, pode-se compreender e concluir que Deus ou a religião persistirão eternamente na existência humana devido aos relacionamentos – às vezes, pelas sobreposições de posições. Em suma, “amo Deus e quero que o mundo o conheça, enquanto odeio Deus e sequer quero falar sobre ele”. Enfim, uma soma de relações humanas que valorizam Deus enquanto outras querem aniquilá-lo. Assim, não são as ideias metafísicas que sustentam a existência dos seres divinos, mas as posições, as relações e as crenças dos seres humanos. As ideias não sustentam a existência dos seres divinos, mas as relações e as vontades.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

POBRES PERDIDOS.

Perspectivas inferiores; Rostos que sorriem sem sorrisos, 
sem felicidade, infelizes.

Olhares sujos; rostos sem banho e mãos sem pães.

Olhares sem residências fixas, com sacos de lixos nas mãos.

Olhares rápidos, olhares que vão de lá para cá sem serem vistos,
ouvidos, observados, sentidos.

Olhares tristes e faces sem vida.

Vida? Ela passou bem longe desses olhares, desses rostos moribundos.

Olhares "mendigantes", pedintes.

Olhares de mendigos, de pobres perdidos.

DIFERENÇAS.

A diferença entre o homem e o animal? 

Simples: o homem mata, embala, congela e come. 

E o mais incrível, não sente "culpa".