quinta-feira, 23 de maio de 2013

SOBREVIVÊNCIA E BATALHA: A VIDA DÁ-SE ASSIM.

Discordem o quanto quiserem, mas o que faz o "mundo" prosseguir (dar grandes passos) dá-se pela briga de indivíduos. Indivíduos que quererem (gostariam) ser uns melhores de que outros. Isso me parece ocorrer em qualquer âmbito!


Pensando em ideias e correntes filosóficas, sobretudo as pré-socráticas, noto esse problema desde Parmênides (filosofia sobre o ser) a Heráclito (filosofia sobre o devir, movimento). Heráclito contrapõe a filosofia de Parmênides.

No período socrático, Platão (ou Sócrates) propôs sua teoria sobre “o mundo das ideias” e, assim, esqueceu-se da realidade “sentida, vivida, da experiência”. Isso deu lugar para que Aristóteles, seu discípulo, pensasse sobre a realidade e, assim, propor uma nova teoria que considerasse, sim, “o mundo das ideias”, porém não se esquece da realidade. Assim Aristóteles criou sua teoria e contrapôs o seu mestre, Platão.

No período Medieval esse fator ocorreu de igual modo. É somente relembrar o que deveria fazer um aspirante a Doutor nas ciências da época (Filosofia, Teologia, Ciências...). Ele, aspirante a doutor, deveria defender sua ideia de tal modo que não pudesse ser refutado. Se sua teoria fosse refutada, não alcançava o título que gostaria e deveria entrar, portanto, pelas portas dos fundos das universidades.

Após a medievalidade, nasce a modernidade e é nesse contexto, grosso modo, que há pensadores que compreenderam esse fator das batalhas de sobrevivência ou especificamente de poder, por exemplo, Karl Marx em sua obra O Partido do Manifesto Comunista. Ora, Marx reflete de modo minucioso sobre a história material das sociedades ao dizer: "até hoje, a história de toda sociedade é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, mestre de corporação e aprendiz- em suma, opressores e oprimidos", e corrobora com o título do presente ensaio, "batalhas para sobreviver".


Após Marx os devidos problemas de batalhas não se findam, mas continuam com a "ciência" e, sobretudo, no sentido tecnológico. Esse problema (de batalhas) funciona do mesmo modo: um "cientista" aparece e fabrica um celular ou televisor. Após essa fabricação "não muito boa", advém outro cientista e diz por meio de suas criações: "essa não é boa, logo vamos fabricar outra melhor". E, assim, consecutivamente. Parece que estamos em meio a batalhas que estão "ocorrendo (correndo)", no mundo, para que se possa sobreviver/ aparecer e se auto-afirmar.

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