terça-feira, 28 de maio de 2013

NOVOS ÓCULOS.

"Todo homem quer ser rei, todo rei quer ser Deus; porém, somente Deus quis ser homem". Essa frase do frei Leonardo Boff é a que mais enaltece/ engrandece o homem. Assim o faz sem pensar em suas deficiências e/ ou até mesmo em sua natureza. Desse modo, a frase vai de encontro com longos anos de ampla desvalorização do homem e de seu corpo.

Todavia, os modernos (homens, filósofos e poetas) estão com olhares minuciosos (mais apurados) mediante ao homem e sua natureza corpórea. Atualmente olha-se para o corpo humano com mais prestigio e com mais empolgação ao saber que se pode extrair mais elementos do mesmo e menos desafeto, desarmonia e/ ou impuridade. 

Sendo assim, vislumbra-se o corpo com outros/ novos óculos e deixa-se óculos "de fundo de garrafas" como: o corpo é a prisão do espirito; o corpo é o lugar do pecado; o corpo deve ser somente penitenciado; o corpo é porco e/ ou o corpo é quem aprisiona/ perturba a alma.

Óculos novos para compreender o corpo é o que se precisa. Para tal, a Guerra de Tróia é excepcional, sobretudo com o guerreiro Aquiles. Segundo Aquiles, o corpo é o lugar onde se pode sentir as paixões e somente pode-se sentir  porquê se é humano. 

Aquiles, vai ainda mais longe e diz que os deuses sentem inveja dos homens, isto é, por serem homens. De igual modo, o filme Cidade dos Anjos expressa o mesmo pensamento, por exemplo, de que só se pode sentir o amor verdadeiro à medida que se é humano e esteja possuído por um corpo e deixa-se de ser anjo e, por conseguinte, deixa-se de ser divino.

Todavia, é somente a partir de Arthur Schopenhauer (Século 18, quanto tempo!), sobretudo na Obra O Mundo como Vontade e como Representação, que se instala uma nova visão filosófica sobre o corpo humano, isto é, sem o corpo o indivíduo não pode conhecer, desejar ou, ao menos, ter vontade. 

É, pois, somente com Schopenhauer que se tem óculos novos sobre o corpo, sobre a natureza humana e sobre o ser homem. 

Portanto, começa-se a vislumbrar/ conhecer o corpo como fundamento para o conhecimento e não o contrário.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

SOBREVIVÊNCIA E BATALHA: A VIDA DÁ-SE ASSIM.

Discordem o quanto quiserem, mas o que faz o "mundo" prosseguir (dar grandes passos) dá-se pela briga de indivíduos. Indivíduos que quererem (gostariam) ser uns melhores de que outros. Isso me parece ocorrer em qualquer âmbito!


Pensando em ideias e correntes filosóficas, sobretudo as pré-socráticas, noto esse problema desde Parmênides (filosofia sobre o ser) a Heráclito (filosofia sobre o devir, movimento). Heráclito contrapõe a filosofia de Parmênides.

No período socrático, Platão (ou Sócrates) propôs sua teoria sobre “o mundo das ideias” e, assim, esqueceu-se da realidade “sentida, vivida, da experiência”. Isso deu lugar para que Aristóteles, seu discípulo, pensasse sobre a realidade e, assim, propor uma nova teoria que considerasse, sim, “o mundo das ideias”, porém não se esquece da realidade. Assim Aristóteles criou sua teoria e contrapôs o seu mestre, Platão.

No período Medieval esse fator ocorreu de igual modo. É somente relembrar o que deveria fazer um aspirante a Doutor nas ciências da época (Filosofia, Teologia, Ciências...). Ele, aspirante a doutor, deveria defender sua ideia de tal modo que não pudesse ser refutado. Se sua teoria fosse refutada, não alcançava o título que gostaria e deveria entrar, portanto, pelas portas dos fundos das universidades.

Após a medievalidade, nasce a modernidade e é nesse contexto, grosso modo, que há pensadores que compreenderam esse fator das batalhas de sobrevivência ou especificamente de poder, por exemplo, Karl Marx em sua obra O Partido do Manifesto Comunista. Ora, Marx reflete de modo minucioso sobre a história material das sociedades ao dizer: "até hoje, a história de toda sociedade é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, mestre de corporação e aprendiz- em suma, opressores e oprimidos", e corrobora com o título do presente ensaio, "batalhas para sobreviver".


Após Marx os devidos problemas de batalhas não se findam, mas continuam com a "ciência" e, sobretudo, no sentido tecnológico. Esse problema (de batalhas) funciona do mesmo modo: um "cientista" aparece e fabrica um celular ou televisor. Após essa fabricação "não muito boa", advém outro cientista e diz por meio de suas criações: "essa não é boa, logo vamos fabricar outra melhor". E, assim, consecutivamente. Parece que estamos em meio a batalhas que estão "ocorrendo (correndo)", no mundo, para que se possa sobreviver/ aparecer e se auto-afirmar.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.

Após ter assistido dois documentários acerca da saúde no Brasil e nos Estados Unidos, minha visão crítica acerca do Brasil serão outras! O primeiro documentário que assisti foi sobre a história da Saúde pública no Brasil. Esse documentário demonstrou como que a história da saúde no Brasil ocorreu desde seus primeiros movimentos até a instalação do SUS-Sistema Único de Saúde em 1990. Há, sem dúvida, muitos problemas em relação à história da saúde e a própria saúde no Brasil. Todavia, espere para ver/ assistir outro documentário, por exemplo, “Sicko”.
O documentário "Sicko" do cineasta e documentarista Michael Moore, é, a meu ver, polémico e intrigante. Intrigante porque demonstra os problemas/ deficiências do Sistema de Saúde da atual potência do mundo: Estados Unidos das Américas. Dentro de uma perspectiva de comparação, há problemas em relação à saúde tanto no Brasil como, também, nos Estados Unidos.
O grande problema no Brasil relacionado à saúde é o péssimo atendimento..., não qualidade de atendimento para quem não paga..., hospitais, às vezes, precários..., cidadãos por todos os lados jogados..., etc. Já nos Estados Unidos, a maioria dos hospitais são belos..., atendimento de "primeiro mundo"..., equipamentos/ materiais superdesenvolvidos..., porém há um problema: para ser atendido é necessário dinheiro; para se instalar nos hospitais americanos, segundo o documentário “Sicko”, é necessário ter dinheiro e muito! Por fim, sem dinheiro o cliente não é atendido.
Problemas e mais problemas. Em qual você gostaria de se encaixar?