quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cura Gay ou disposição natural do Espírito?

Ontem num programa de televisão, CQC, pelo que pude ver, houve uma discussão, demonstrada por esse programa, sobre a cura Gay. Essa discussão é num tanto delicada senão uma das mais delicadas. Percebeu-se, também, que houve uma discussão uterina no senado com duas personagens principais: Jean Wyllys, atualmente deputado federal, e o Pr. Silas Malafaia o qual, penso, é quem está propondo, no parlamento, a Cura Gay.
Saliento ironicamente que tal discussão dá-se, "assim parece", entre duas esferas: "Deus e o Diabo". Deus representado pelo Pr. Silas Malafaia e o Diabo, supostamente, pelo deputado federal Jean Wyllys. E nesse jogo de interesses por defender cada um suas devidas partes, a discussão cresce e cristaliza-se. No entanto, penso que seja necessário ver o outro lado, isto é, o lado do que é humano. O homem que gosta de outro homem ou sente atração sexual por outro homem, não é um Gay, mas um homem. O nome Gay somente foi classificado a esses homens (gênero: homem e mulher) para a obtenção de direitos civis e constitucionais,  pois, segundo a constituição, quem tem direito (de casamento, de uma constituição de família perante a sociedade etc.) é o homem e a mulher. Por quê? Somente porque uma constituição impõe determinantemente? E o que a constituição não observa e não alcança, por exemplo, o preconceito contra gays a partir do momento que eles se amam? Como a constituição pode vislumbrar esse sentimento entre dois homens? Sem obtenção de respostas, pois a constituição não "fala", sigo com uma interrogação e findo o presente texto. Na presente história do Brasil senão a do mundo, o homem Gay sempre foi desvalorizado, sempre foi varrido "para de baixo dos tapetes" para que não envergonhasse, por exemplo, a sua família ou exemplos semelhantes. Entretanto, qual o homem que gostaria de nascer gay para ser maltratado pela sua família ou por uma porcentagem alta de preconceituosos (cidadãos) da sociedade brasileira? Quem gostaria? Portanto, posso concluir que ser gay não é uma opção ou, muito menos, uma escolha, mas uma "vocação". E, vocação como disposição natural do espírito. Sem mais!

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