quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A maldade dos deuses

Ao decorrer dos séculos, os homens se entregam por meio de alguns métodos para saberem como os deuses entram em contato consigo mesmos. O que explicava a relação deuses/homens na Grécia antiga, sobretudo clássica (420 a.C), eram os mitos. As grandes explicações para o que ocorria na sociedade clássica: chuva, sol, inundações ou trovoadas, dava-se pelos sentimentos dos deuses em relação aos homens. 

Se os deuses estivessem com raiva dos humanos os castigavam com esses elementos. Contudo, este foi o motivo, pelo qual, os homens pegaram raiva, ódio ou queriam distância dos deuses: Fúria de titãs explica. Ora, há quem diga que no judaísmo, sobretudo na era mosaica (1100 a.C) não há, de igual modo, diferença.
No período mosaico, sentido histórico, se algo acontecesse com os homens como, por exemplo, uma lepra, uma doença ou um filho que veio ao mundo com deficiência, isto era culpa do Deus judaico. Contudo, isto era para os cidadãos Hebreus ponto de partida para uma acusação em relação às atitudes de Deus, até mesmo porque, em quem deveriam por a culta senão tinha ciência o suficiente para entender que tal problema poderia estar em seus globos sanguíneos? Por isso, e entre outros fatores, os israelenses, de tal modo, também queriam se distanciar do Deus judaico ou de Israel, pois ele era o ponto chave de toda a lepra, de toda a deficiência física e de todo o mal causado na sociedade de seu tempo.

Haja vista que durante os séculos os homens culpavam, culpam e culparão os deuses ou o Deus por tais ações em relação aos homens (Judaísmo, Grécia clássica e idade moderna).Seriam, então, os deuses capazes de tanta leviandade? Ou, de igual modo, os homens nunca se perguntaram sobre tais ações atribuídas às divindades?
Ora, é importante ressaltar que houve um padre, Henry Sobel, que foi interrogado pelo Papa, Bento XVI, sobre: "onde estava Deus quando os nazistas em Auschiwitz maltrataram, castigaram e mataram tantas pessoas?" 

Este padre não foi como todos os homens que inferiram culpa aos deuses ou ao Deus; este com firmeza e simplicidade, fez outra pergunta ao papa: "onde estavam os homens de todas as nações que não viram tais ações e viraram a cara para Auschiwitz? Afinal, todos viraram os seus rostos sem dar valor algum àquelas vidas”.

Pronto, estamos na idade mosaica, a qual, os judeus culpavam Deus, JAVE, pela deficiência de seus filhos; estamos na idade Grega clássica, a qual, os gregos, antigos, inferiam culpa aos deuses e estamos, contudo, na modernidade, a qual um padre por meio de sua resposta lança fora toda essa ideia de culpa e maldade embutida pelos homens aos deuses e ao Deus judaico. Porém, este padre ao termino do diálogo com o Papa diz: "Deus sempre esteve no mesmo lugar de sempre. A pergunta é: onde estavam as nações, os homens, a Igreja ou os outros países em 1940?".

Não obstante a esta escuridão judaica e clássica há, entretanto, uma nova proposta de como ver, se relacionar ou sentir Deus na modernidade apresentada por meio dos poetas. "Deus é aquele que sentimos por meio da chuva, o qual vemos por meio de uma flor, o qual nos faz chorar com o sorriso de uma criança; o qual, por meio de um dia frio nos faz ler um livro”, diz Caetano Veloso. “O qual se apresenta a nós por meio de pessoas e nos faz viver a vida”, disse certa vez um pastor protestante, Sandro Martiniano, em uma de suas mínistrações.

Por ultimo e não menos importante, o qual se apresenta a nós e diz: "eu sempre vos amei" (Jesus).

Contudo, este Deus não faz parte dos apontamentos, nos quais, os cidadãos gregos clássicos faziam ou muito menos como os cidadãos israelenses pensavam sobre o seu Deus judaico. Este é Jesus, o filho de Deus, segundo a mensagem do cristianismo e da fé. “Este é o Deus que se fez homem, sofreu agressões, foi cuspido e foi o Deus poderosamente fraco”, diz Ed René Kivitz em uma de suas mínistrações sobre o poder de Deus

Portanto, a partir de Jesus há um novo modo de ver Deus e com grandes diferenças do que foi apresentado. “Este é o Deus que soube ser homem, o Deus da cruz e o Deus que deixou de ser Deus para ser homem” diz Paulo à comunidade de filipenses; este é o Deus/Homem que se faz de óculos manchados de sangue para que Deus nos veja.

Nenhum comentário:

Postar um comentário