quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

PESSIMISMO.

Gosto de ser pessimista. Sem o pessimismo a vida não faria o menor sentido. Aliás, quem não é pessimista está mais para o amém, para o assim seja ou seja feita a sua vontade.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Marketing religioso ou cheiro de Jesus?

A famosa igreja Renascer em Cristo, alvo de um esquema de corrupção no ano de 2004, está, mais uma vez, sob a mira dos cidadãos cristãos paulistanos. A líder espiritual, Bispa Sonia, da igreja Renascer em Cristo lança um perfume com nome intrigante: "cheiro de jesus". O lançamento desse perfume causou e causa manifestações nas redes sociais, nos tele-jornais e nos jornais circulares, por exemplo, Jornal Acontece e num dos mais acessados do Brasil, Yahoo. Ora, a pergunta mais relevante feita, nesse momento, pelos internautas é: "qual o cheiro de Jesus?". Pelo o que se sabe, nem os teólogos e historiados mais renomados, pelos seus estudos, saberiam dizer essa informação, muito menos, demonstrar fisicamente qual seria seu cheiro. Pelo o que se pode ver, não é o caso da líder espiritual, Bispa Sonia; pois a líder, além de saber qual é o cheiro, ainda, demonstra por meio de uma "fragrância", qual  seria o cheiro de Jesus.
Ora, pelo tal feito da bispa, as redes sociais e os jornais nacionais estão em plena ebulição. Ebulição esta que resulta numa crítica simples e prática: o nome "cheiro de Jesus" não passa de um marketing religioso para a obtenção de lucros".

A maldade dos deuses

Ao decorrer dos séculos, os homens se entregam por meio de alguns métodos para saberem como os deuses entram em contato consigo mesmos. O que explicava a relação deuses/homens na Grécia antiga, sobretudo clássica (420 a.C), eram os mitos. As grandes explicações para o que ocorria na sociedade clássica: chuva, sol, inundações ou trovoadas, dava-se pelos sentimentos dos deuses em relação aos homens. 

Se os deuses estivessem com raiva dos humanos os castigavam com esses elementos. Contudo, este foi o motivo, pelo qual, os homens pegaram raiva, ódio ou queriam distância dos deuses: Fúria de titãs explica. Ora, há quem diga que no judaísmo, sobretudo na era mosaica (1100 a.C) não há, de igual modo, diferença.
No período mosaico, sentido histórico, se algo acontecesse com os homens como, por exemplo, uma lepra, uma doença ou um filho que veio ao mundo com deficiência, isto era culpa do Deus judaico. Contudo, isto era para os cidadãos Hebreus ponto de partida para uma acusação em relação às atitudes de Deus, até mesmo porque, em quem deveriam por a culta senão tinha ciência o suficiente para entender que tal problema poderia estar em seus globos sanguíneos? Por isso, e entre outros fatores, os israelenses, de tal modo, também queriam se distanciar do Deus judaico ou de Israel, pois ele era o ponto chave de toda a lepra, de toda a deficiência física e de todo o mal causado na sociedade de seu tempo.

Haja vista que durante os séculos os homens culpavam, culpam e culparão os deuses ou o Deus por tais ações em relação aos homens (Judaísmo, Grécia clássica e idade moderna).Seriam, então, os deuses capazes de tanta leviandade? Ou, de igual modo, os homens nunca se perguntaram sobre tais ações atribuídas às divindades?
Ora, é importante ressaltar que houve um padre, Henry Sobel, que foi interrogado pelo Papa, Bento XVI, sobre: "onde estava Deus quando os nazistas em Auschiwitz maltrataram, castigaram e mataram tantas pessoas?" 

Este padre não foi como todos os homens que inferiram culpa aos deuses ou ao Deus; este com firmeza e simplicidade, fez outra pergunta ao papa: "onde estavam os homens de todas as nações que não viram tais ações e viraram a cara para Auschiwitz? Afinal, todos viraram os seus rostos sem dar valor algum àquelas vidas”.

Pronto, estamos na idade mosaica, a qual, os judeus culpavam Deus, JAVE, pela deficiência de seus filhos; estamos na idade Grega clássica, a qual, os gregos, antigos, inferiam culpa aos deuses e estamos, contudo, na modernidade, a qual um padre por meio de sua resposta lança fora toda essa ideia de culpa e maldade embutida pelos homens aos deuses e ao Deus judaico. Porém, este padre ao termino do diálogo com o Papa diz: "Deus sempre esteve no mesmo lugar de sempre. A pergunta é: onde estavam as nações, os homens, a Igreja ou os outros países em 1940?".

Não obstante a esta escuridão judaica e clássica há, entretanto, uma nova proposta de como ver, se relacionar ou sentir Deus na modernidade apresentada por meio dos poetas. "Deus é aquele que sentimos por meio da chuva, o qual vemos por meio de uma flor, o qual nos faz chorar com o sorriso de uma criança; o qual, por meio de um dia frio nos faz ler um livro”, diz Caetano Veloso. “O qual se apresenta a nós por meio de pessoas e nos faz viver a vida”, disse certa vez um pastor protestante, Sandro Martiniano, em uma de suas mínistrações.

Por ultimo e não menos importante, o qual se apresenta a nós e diz: "eu sempre vos amei" (Jesus).

Contudo, este Deus não faz parte dos apontamentos, nos quais, os cidadãos gregos clássicos faziam ou muito menos como os cidadãos israelenses pensavam sobre o seu Deus judaico. Este é Jesus, o filho de Deus, segundo a mensagem do cristianismo e da fé. “Este é o Deus que se fez homem, sofreu agressões, foi cuspido e foi o Deus poderosamente fraco”, diz Ed René Kivitz em uma de suas mínistrações sobre o poder de Deus

Portanto, a partir de Jesus há um novo modo de ver Deus e com grandes diferenças do que foi apresentado. “Este é o Deus que soube ser homem, o Deus da cruz e o Deus que deixou de ser Deus para ser homem” diz Paulo à comunidade de filipenses; este é o Deus/Homem que se faz de óculos manchados de sangue para que Deus nos veja.

Cura Gay ou disposição natural do Espírito?

Ontem num programa de televisão, CQC, pelo que pude ver, houve uma discussão, demonstrada por esse programa, sobre a cura Gay. Essa discussão é num tanto delicada senão uma das mais delicadas. Percebeu-se, também, que houve uma discussão uterina no senado com duas personagens principais: Jean Wyllys, atualmente deputado federal, e o Pr. Silas Malafaia o qual, penso, é quem está propondo, no parlamento, a Cura Gay.
Saliento ironicamente que tal discussão dá-se, "assim parece", entre duas esferas: "Deus e o Diabo". Deus representado pelo Pr. Silas Malafaia e o Diabo, supostamente, pelo deputado federal Jean Wyllys. E nesse jogo de interesses por defender cada um suas devidas partes, a discussão cresce e cristaliza-se. No entanto, penso que seja necessário ver o outro lado, isto é, o lado do que é humano. O homem que gosta de outro homem ou sente atração sexual por outro homem, não é um Gay, mas um homem. O nome Gay somente foi classificado a esses homens (gênero: homem e mulher) para a obtenção de direitos civis e constitucionais,  pois, segundo a constituição, quem tem direito (de casamento, de uma constituição de família perante a sociedade etc.) é o homem e a mulher. Por quê? Somente porque uma constituição impõe determinantemente? E o que a constituição não observa e não alcança, por exemplo, o preconceito contra gays a partir do momento que eles se amam? Como a constituição pode vislumbrar esse sentimento entre dois homens? Sem obtenção de respostas, pois a constituição não "fala", sigo com uma interrogação e findo o presente texto. Na presente história do Brasil senão a do mundo, o homem Gay sempre foi desvalorizado, sempre foi varrido "para de baixo dos tapetes" para que não envergonhasse, por exemplo, a sua família ou exemplos semelhantes. Entretanto, qual o homem que gostaria de nascer gay para ser maltratado pela sua família ou por uma porcentagem alta de preconceituosos (cidadãos) da sociedade brasileira? Quem gostaria? Portanto, posso concluir que ser gay não é uma opção ou, muito menos, uma escolha, mas uma "vocação". E, vocação como disposição natural do espírito. Sem mais!