sábado, 7 de dezembro de 2013

O SENTIDO DA VIDA: DIFERENTES PERSPECTIVAS.


Talvez um dia sejamos apenas restos mortais jogados numa gaveta fria.

Max William

Quando se trata do problema da morte, todas as nossas crenças – por mais fortes e fundamentadas que elas sejam – são abaladas. As crenças são desestabilizadas devido à preocupação de não compreendermos o que está além da vida, além de nossa complexa existência. Portanto, em algum momento de nossas vidas, a pergunta sobre qual o sentido da vida se fará presente – seja de modo aparente ou não. Ora, na medida em que gastarmos um pouco de tempo com a problemática da morte, as certezas ficarão instáveis, cedendo lugar – em nossas vidas – às incertezas. Sendo assim, qual o sentido da vida?
Não é consistente a afirmação de que a vida não possua sentido; como também não é sólida a afirmação de que a vida tenha algum sentido. Portanto, estamos lidando com dois posicionamentos completamente diferentes, em desacordo e em confronto no que diz respeito à possibilidade do sentido da vida ou da falta de sentido da mesma.
A pergunta sobre qual o sentido da vida surgiu – assim acreditamos – do incômodo existencial que abraça a vida que possuímos. Pois ela está profundamente submersa num movimento mortal: nascemos e logo alcançamos a juventude. Assim, a juventude breve perderá o seu lugar na medida em que a adolescência se fizer presente. Ligeiramente a fase adulta chega e, rapidamente cede espaço à velhice. Tragicamente – de acordo com alguns - a velhice é aniquilada pela morte que, por sua vez, provoca – na vida dos indivíduos vivos - o assombro da perda da vida, que por sua vez, escorrega pelas mãos humanas.
Essa perspectiva de se compreender o sentido da vida – de acordo com alguns indivíduos – é absurdamente cruel e, além do mais, causa depressão em muitas das pessoas de nosso século.
Em contrapartida a toda essa visão trágica da vida, é importante demonstrar qual a outra perspectiva para se compreender o sentido de nossas vidas: a visão que nos dá sentido de viver e para viver.
Segundo Victor Frankl: “nunca um animal perguntou se a sua vida tem sentido”. Entretanto, é evidente que não se pode dizer o mesmo dos homens. Pois eles perguntam pelo sentido de suas vidas – por serem portadores de razão – e, mais, eles buscam sentido – quando o vácuo da existência se apresenta – às suas existências.
A vida nunca é algo, mas sempre a ocasião para algo”, disse o poeta do século XIX, Hebbel. De acordo com o pensamento de Hebbel, a vida começa, portanto, a ter sentido na medida em que se valoriza o conteúdo dos e nos diferentes momentos, ocasiões.
Desse modo, não importa qual a etapa - do nascimento à morte – em que o indivíduo se localiza. Pois em algum momento, em alguma ocasião – seja no momento de chupar a chupeta, de jogar bola, de dar o primeiro beijo, de transar pela primeira vez, de casar com a pessoa amada pela primeira, segunda ou terceira vez, de ver o primogênito nascer... – eles farão sentido para a vida e na vida.
No entanto, é importante compreendermos que ambas as correntes apresentadas acima sobre o sentido – ou o não sentido – da vida, não podem ser separadas. Pois só se entende o sentido da vida - assim acredita-se - por meio de momentos em vida; como também a falta de sentido que a mesma apresenta. Sobre a morte, portanto, nada podemos mensurar. Na vida, basta acreditar.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A VIDA ALÉM DO FUNK.

Há indivíduos que defendem a música funk e até mesmo acham que ela é a caracterização de nossa cultura. Entretanto, não sou uma delas. E para demonstrar como ODEIO essa modalidade - a partir de alguns critérios -, demonstro DEZ argumentos contrários ao tal gênero para que os demais indivíduos da sociedade - se quiserem, é claro - não ouçam, não curtam e sequer tenham vontade de participar das festas que ocorrem - na maior parte dos casos - nas ruas da grande cidade de São Paulo.

1- Normalmente quem ouve funk acha-se dono dos ouvidos das outras pessoas.

2- Não ouço funk devido à desvalorização da mulher brasileira – por mais que algumas gostem de ser desvalorizada.

3- Não ouço funk porque torna a língua portuguesa burra – basta ouvir a maioria das letras.

4- Não ouço funk porque normalmente ele está ligado a bebidas, mulheres e baderna.

5- Não ouço funk porque para curti-lo é necessário estar a caráter: copos nas mãos, roupas de diferentes marcas e garotinhas ao lado - ainda há mais elementos.

6- Não ouço funk porque normalmente quem a ouve fala muito, mas muito palavrão. Portanto, educação zero.

7- Não ouço funk porque não há nada de educativo nele.

8- Não ouço funk porque a maioria das letras atuais tem somente “sexo, drogas e funk”.

9- Não ouço funk porque quem ouve normalmente não respeita os direitos dos outros cidadãos: fecham as ruas sem autorização; se os vizinhos reclamam, quem ouve, logo briga com quem reclamou e quem reclamou está errado por tal atitude.

10- Não ouço funk porque dependendo de quem está "curtindo a festa" não se pode chamar a polícia, pois quem a chamou pode ser descoberto e ser alvo de um massacre. Ou ser expulso de onde mora – no caso de uma favela, comunidade etc.
 


Tudo bem se a maior parte das pessoas que gostam e ouvem o chamado funk não concordarem com as minhas razões contra esse tipo de música. Mas pelo menos seja (ou sejam) honestos consigo mesmos de que todas as razões dadas acima são realmente verdadeiras

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DEUS E A RELIGIÃO NUNCA PERDERÃO PRESENÇA NA VIDA HUMANA.

O avo de Friedrich Nietzsche desenvolveu uma tese sobre o cristianismo e nela afirmou que “o cristianismo nunca deixaria de existir”. A afirmação dessa frase é delicada, uma vez que Salomão, escritor de Eclesiastes, disse: “tudo passa, a beleza passa, a vida passa...”. Se Salomão estiver certo, o cristianismo está destinado ao fracasso e breve deixará de existir. No entanto, se o sábio Salomão estiver errado, o avô de Nietzsche estará correto e seus ideais em relação ao cristianismo, também. Portanto, o cristianismo nunca deixará de existir.

Levando em consideração as máximas dos pensadores citados acima, podemos considerar que há, sem dúvida, um desentendimento entre ambos. E podemos até perguntar quem está certo ou quem está errado. Seria o “filósofo” Salomão? Seria o teólogo e protestante avô de Nietzsche? Antes mesmo de aplicarmos sentenças sobre as máximas de ambos, por que não pensarmos um pouco?

Desde o nascimento da filosofia grega, o homem pergunta e responde sobre a natureza. Não a natureza como entendemos hoje: deslocada, ela lá e eu aqui! Natureza enquanto tudo integrado: árvore, sol, homem, astros... Uma das perguntas mais interessantes sobre a natureza – essa natureza era conhecida pelos gregos como physis – é: do que a natureza é composta? Dentre todas as respostas, há a de Talles de Mileto. Talles afirmou que toda natureza é composta por água.

Após Talles, muitos outros filósofos vieram e desvendaram, cada vez mais ou cada vez menos, os enigmas da natureza. Não obstante aos enigmas da physis, nasceram pensadores que queriam solucionar problemas que estão dentro e “fora” dela. Por exemplo, um motor imóvel. Motor que movimenta tudo, mas não é movimentado. Não sai do lugar.

O filósofo Aristóteles foi – até onde se sabe – o autor dessa máxima. Entretanto, há interrogações acerca do conteúdo dela, ou seja, se esse motor imóvel – o que movimenta as coisas, mas não é movimentado – é a matemática ou Deus. Alguns estudiosos acham que esse motor imóvel é a matemática. Todavia, diferentes estudiosos pensam que esse motor imóvel é Deus, um Ser divino, Ser grandioso.

Portanto, a grande questão do título desse texto se faz presente e tenta explicar qual a razão para Deus ou a religião nunca deixar os seres humanos. Ela é: “alguns estudiosos acham, outros não, algumas pessoas querem outras não”. Como assim? Para indivíduos pensarem a favor de um dado pensamento e outros indivíduos contra esse mesmo pensamento (no caso da frase de Aristóteles), é necessário que os mesmos se relacionem e assim fazem com que a ideia, o pensamento exista e fique cada vez mais forte na existência humana. Por exemplo, não é porque alguém diz que Deus existe que ele passa existir. Entretanto, não é porque alguém diz que Deus não existe que ele passa a não existir.

Deus ou um pensamento se faz existência, presença e eternidade, a partir das relações humanas.  E mais: é devido ao desentendimento de indivíduos “comuns”, de filósofos, de poetas ou até mesmos de teólogos, que Deus nunca deixará a existência humana. Qual a razão para Deus ou a religião nunca deixar a existência humana? Porque as pessoas têm gostos, interesses e vontades diferentes; porque algumas querem elementos terrenos, enquanto outras querem elementos supremos e cada uma tem vontade de passar ao outro indivíduo, outra pessoa o que te faz bem.

Desse modo, pode-se compreender e concluir que Deus ou a religião persistirão eternamente na existência humana devido aos relacionamentos – às vezes, pelas sobreposições de posições. Em suma, “amo Deus e quero que o mundo o conheça, enquanto odeio Deus e sequer quero falar sobre ele”. Enfim, uma soma de relações humanas que valorizam Deus enquanto outras querem aniquilá-lo. Assim, não são as ideias metafísicas que sustentam a existência dos seres divinos, mas as posições, as relações e as crenças dos seres humanos. As ideias não sustentam a existência dos seres divinos, mas as relações e as vontades.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

POBRES PERDIDOS.

Perspectivas inferiores; Rostos que sorriem sem sorrisos, 
sem felicidade, infelizes.

Olhares sujos; rostos sem banho e mãos sem pães.

Olhares sem residências fixas, com sacos de lixos nas mãos.

Olhares rápidos, olhares que vão de lá para cá sem serem vistos,
ouvidos, observados, sentidos.

Olhares tristes e faces sem vida.

Vida? Ela passou bem longe desses olhares, desses rostos moribundos.

Olhares "mendigantes", pedintes.

Olhares de mendigos, de pobres perdidos.

DIFERENÇAS.

A diferença entre o homem e o animal? 

Simples: o homem mata, embala, congela e come. 

E o mais incrível, não sente "culpa".

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O HOMEM E SUAS VONTADES

De uma mascara para qualquer indivíduo de modo que essa mascara irá proteger, enquanto pessoa social, sua integridade.

Desse modo, ela falará todas as "verdades" possíveis e existentes sobre qualquer indivíduo e para qualquer indivíduo. 

Sem contar que ela (qualquer pessoa) experimentará diversas sensações não "permitidas socialmente". 

Enfim, de uma mascara e veja o que acontece: teremos um demônio e um deus ao mesmo tempo.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

POESIA PARA SEMPRE.

A poesia e o coração do homem estarão sempre ligados, unidos e casados.

POESIA E FILOSOFIA.

A luz acende e apaga;

A clareza vem, aparece e logo desaparece;

A mente abre-se e depois fecha-se;

Por momento, a clareza é transbordante;

Por outro, sequer há uma fresta de luz; 

Esse é o momento de aprender, apreender, reaprender: fazer filosofia. Viver!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

DIFERENTES PERSPECTIVAS SOBRE AS ORIGENS.

Desde o "nascimento" do mundo, diversas áreas do conhecimento humano debatem-se, cada uma ao seu modo, para demonstrar - racionalmente ou não - como o mundo tornou-se mundo. Assim, a Ciência, sobretudo no campo de Georges Lemaitre, expressou o nascimento do mundo a partir de uma grande explosão e somente por meio dessa explosão o mundo tornou-se o grande alicerce dos homens. 

Já a religião, sobretudo Judaico-cristã, defendeu o nascimento da existência a partir de um toque divino. Desse modo, o mundo nasceu quando Deus trabalhou durante seis dias e no sétimo descansou.

Além dessas duas correntes de conhecimento acerca da origem do cosmos, há, também, os óculos gregos sobre o nascimento do universo. Segundo os gregos antigos, os mitos eram os grandes responsáveis por expressar as "razões" de tudo o que ocorria em seu mundo físico-natural. 

Assim, a mitologia grega antiga apresentou - por meio dos rapsodos - a ideia de que o mundo veio à tona a partir de uma relação entre Caos e Gaia. De modo geral, somente após essa relação "sexual" nasceram o dia, a noite, o tempo cronológico, Ciclopes, Titãs entre outros que habitariam esse cosmos.

De acordo com esse resumo acima há, pelo menos, três interpretações para compreender a origem do universo. Algumas correntes citadas acima existem há mais de dois mil anos, por exemplo. Já outras, também, citadas acima - como a ciência de Darwin - existem há poucos séculos. 

No entanto, pode-se concluir, sem dúvida, que há correntes mitológicas, religiosas e científicas acerca da existência do mundo. Todavia, deve-se começar a compreender o mundo por qual dessas correntes? Qual deve-se acreditar ou duvidar? Qual se deve seguir ou lançar para trás das costas? Qual óculos vestir para compreender o nascimento do universo que causa tamanha busca em indivíduos comuns e em filósofos de alta reflexão? Em pleno século XXI - cujo título de consumismo é dado aos indivíduos desse século - como pensar na origem do mundo? É, pois, possível?

Deixando as interrogações e as investigações sobre as correntes do entendimento humano que nos demonstram a origem do mundo para que cada leitor responda a sua maneira; consideramos que há diversas outras correntes de pensamentos humanos que nos ensinam a compreender o mundo e a olhas para o mundo. Ou melhor, há diversos outros óculos passeando pelo mundo de modo que se "necessita" vesti-los: alguns "pretos, outros brancos, outros azuis ou, até mesmo, amarelos". 

Portanto, não se pode esquecer que óculos/ interpretações não faltaram para compreender o mundo e os seus problemas.

Sem dúvida há, atualmente ou no passado mais remoto, óculos que nos ensinam a compreender o mundo. Alguns mais Objetivos e outros mais Estéticos. 

Nesse mar de variedades interpretativas, encontra-se, por exemplo, a Arte. Ela, por meio de pinturas, nos demonstrou a origem do mundo; nos demonstrou a queda de Adão e Eva do paraíso devido aos seus pecados. Ousou até nos demonstrar - como fez o pintor, Italiano, da Capela Sistina Michelangelo - que o divino está em contato direto com os homens decaídos. Ora, tais correntes do entendimento humano citados, são as únicas para se entender o mundo? 

Evidentemente que não! Nessa dança de interpretações humanas, são postas "à mesa" para que se coma dos "rebanhos" da Psicologia, da Filosofia, da Literatura, da Politica, da Economia, da Pedagogia...

por fim: compreendemos, conhecemos e alisamos sempre por diferentes perspectivas. 


quarta-feira, 3 de julho de 2013

A DOENÇA DO SÉCULO XXI.

No dia 30 de junho de 2013, a Seleção Brasileira de Futebol conquistou o, então, esperado e almejado título da Copa das Confederações da Fifa. No que diz respeito ao título, o Brasil, agora, tornou-se tetra-campeão tirando "de campo", assim, o título de bi-campeão. A seleção brasileira recebeu tal título devido à sua competência, sua conquista. Conquista essa que possibilitou o adjetivo de "melhor em campo". É, contudo, devido à sua atuação de melhor em campo, que possibilitou que todos os veículos de comunicação (mídia) o apresentassem/ demonstrassem como melhor do mundo no que tange à essa copa.

Contudo, em meio a esse cenário de honra e glória, há o "palco" do fracasso e do desprezo: onde os fracos e derrotados não são aplaudidos ou, sequer, são vistos. Dessa relação do vencedor e vencido, nasce, às escondidas, a ideologia do herói: do "somente vencedor"; do "somente vencedor e nunca perdedor"; do "quem perde é fraco" e/ ou "o que perde o mundo não conhece".

Tal imagem heroica de ser sempre vitorioso, é a grande responsável da doença, quase que incurável, dos indivíduos (nos indivíduos) de nosso moderno século XXI. O nome dela é: a doença do vencer sempre e do perder nunca. Essa doença é a grande responsável por nos impedir de ver/ compreender o lado frágil da vida. O lado delicado de nossas relações amorosas de modo que nos torna cativos/ prisioneiros do "vencer sempre" e sob quaisquer circunstâncias. Assim, tal doença não nos deixa "passear" pela solidão. Não nos deixa compreendê-la. Não nos deixa entender sua utilidade ou, sequer, nos deixa amadurecer em relação às etapas da vida.

Certa vez Friedrich Nietzsche salientou: o terremoto pode revelar novas fontes. É, pois, a partir dessas fontes que escreveremos, conclusivamente, o texto sobre a doença de nosso século. Obviamente tal frase nietzschiana é uma metáfora. Todavia, a mesma obtém um conteúdo que deve, segundo o escritor desse texto, ser valorizado; isto é, o outro lado do terremoto: o lado das fontes. É a partir do "terremoto" que conhecemos, segundo Nietzsche, as fontes. 

É a partir da solidão, por exemplo, que conhecemos o amor. É a partir da solidão, por exemplo, que conhecemos nossas fragilidades humanas. É por meio do "sentir-se só" que olha-se para outros horizontes. É por meio da solidão que conhecemos o que perdemos ou ganhamos. É por meio da quietude introspectiva que sabemos quando perdemos - naturalmente, quem está sob o julgo da quietude/ solidão é porque perdeu, grosso modo, em algo - ou vencemos. Todavia, por que a ideia de perder é demasiadamente má? Por que quem perde é menos valorizado do que ganha? Por que o perdedor tem sempre outros lugares que não sejam os primeiros? Quem disse que perder é, sempre, ruim?

De acordo com esse panorama exposto sobre doença atual doença, vos apresento, pelo menos, uma cura ao vencer sempre e perder nunca: essa é a desvalorização total da ideia "benéfica de primeiro lugar", quanto a "ideia de ruim maléfica" dos demais lugares que não sejam os primeiros.


terça-feira, 28 de maio de 2013

NOVOS ÓCULOS.

"Todo homem quer ser rei, todo rei quer ser Deus; porém, somente Deus quis ser homem". Essa frase do frei Leonardo Boff é a que mais enaltece/ engrandece o homem. Assim o faz sem pensar em suas deficiências e/ ou até mesmo em sua natureza. Desse modo, a frase vai de encontro com longos anos de ampla desvalorização do homem e de seu corpo.

Todavia, os modernos (homens, filósofos e poetas) estão com olhares minuciosos (mais apurados) mediante ao homem e sua natureza corpórea. Atualmente olha-se para o corpo humano com mais prestigio e com mais empolgação ao saber que se pode extrair mais elementos do mesmo e menos desafeto, desarmonia e/ ou impuridade. 

Sendo assim, vislumbra-se o corpo com outros/ novos óculos e deixa-se óculos "de fundo de garrafas" como: o corpo é a prisão do espirito; o corpo é o lugar do pecado; o corpo deve ser somente penitenciado; o corpo é porco e/ ou o corpo é quem aprisiona/ perturba a alma.

Óculos novos para compreender o corpo é o que se precisa. Para tal, a Guerra de Tróia é excepcional, sobretudo com o guerreiro Aquiles. Segundo Aquiles, o corpo é o lugar onde se pode sentir as paixões e somente pode-se sentir  porquê se é humano. 

Aquiles, vai ainda mais longe e diz que os deuses sentem inveja dos homens, isto é, por serem homens. De igual modo, o filme Cidade dos Anjos expressa o mesmo pensamento, por exemplo, de que só se pode sentir o amor verdadeiro à medida que se é humano e esteja possuído por um corpo e deixa-se de ser anjo e, por conseguinte, deixa-se de ser divino.

Todavia, é somente a partir de Arthur Schopenhauer (Século 18, quanto tempo!), sobretudo na Obra O Mundo como Vontade e como Representação, que se instala uma nova visão filosófica sobre o corpo humano, isto é, sem o corpo o indivíduo não pode conhecer, desejar ou, ao menos, ter vontade. 

É, pois, somente com Schopenhauer que se tem óculos novos sobre o corpo, sobre a natureza humana e sobre o ser homem. 

Portanto, começa-se a vislumbrar/ conhecer o corpo como fundamento para o conhecimento e não o contrário.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

SOBREVIVÊNCIA E BATALHA: A VIDA DÁ-SE ASSIM.

Discordem o quanto quiserem, mas o que faz o "mundo" prosseguir (dar grandes passos) dá-se pela briga de indivíduos. Indivíduos que quererem (gostariam) ser uns melhores de que outros. Isso me parece ocorrer em qualquer âmbito!


Pensando em ideias e correntes filosóficas, sobretudo as pré-socráticas, noto esse problema desde Parmênides (filosofia sobre o ser) a Heráclito (filosofia sobre o devir, movimento). Heráclito contrapõe a filosofia de Parmênides.

No período socrático, Platão (ou Sócrates) propôs sua teoria sobre “o mundo das ideias” e, assim, esqueceu-se da realidade “sentida, vivida, da experiência”. Isso deu lugar para que Aristóteles, seu discípulo, pensasse sobre a realidade e, assim, propor uma nova teoria que considerasse, sim, “o mundo das ideias”, porém não se esquece da realidade. Assim Aristóteles criou sua teoria e contrapôs o seu mestre, Platão.

No período Medieval esse fator ocorreu de igual modo. É somente relembrar o que deveria fazer um aspirante a Doutor nas ciências da época (Filosofia, Teologia, Ciências...). Ele, aspirante a doutor, deveria defender sua ideia de tal modo que não pudesse ser refutado. Se sua teoria fosse refutada, não alcançava o título que gostaria e deveria entrar, portanto, pelas portas dos fundos das universidades.

Após a medievalidade, nasce a modernidade e é nesse contexto, grosso modo, que há pensadores que compreenderam esse fator das batalhas de sobrevivência ou especificamente de poder, por exemplo, Karl Marx em sua obra O Partido do Manifesto Comunista. Ora, Marx reflete de modo minucioso sobre a história material das sociedades ao dizer: "até hoje, a história de toda sociedade é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, mestre de corporação e aprendiz- em suma, opressores e oprimidos", e corrobora com o título do presente ensaio, "batalhas para sobreviver".


Após Marx os devidos problemas de batalhas não se findam, mas continuam com a "ciência" e, sobretudo, no sentido tecnológico. Esse problema (de batalhas) funciona do mesmo modo: um "cientista" aparece e fabrica um celular ou televisor. Após essa fabricação "não muito boa", advém outro cientista e diz por meio de suas criações: "essa não é boa, logo vamos fabricar outra melhor". E, assim, consecutivamente. Parece que estamos em meio a batalhas que estão "ocorrendo (correndo)", no mundo, para que se possa sobreviver/ aparecer e se auto-afirmar.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.

Após ter assistido dois documentários acerca da saúde no Brasil e nos Estados Unidos, minha visão crítica acerca do Brasil serão outras! O primeiro documentário que assisti foi sobre a história da Saúde pública no Brasil. Esse documentário demonstrou como que a história da saúde no Brasil ocorreu desde seus primeiros movimentos até a instalação do SUS-Sistema Único de Saúde em 1990. Há, sem dúvida, muitos problemas em relação à história da saúde e a própria saúde no Brasil. Todavia, espere para ver/ assistir outro documentário, por exemplo, “Sicko”.
O documentário "Sicko" do cineasta e documentarista Michael Moore, é, a meu ver, polémico e intrigante. Intrigante porque demonstra os problemas/ deficiências do Sistema de Saúde da atual potência do mundo: Estados Unidos das Américas. Dentro de uma perspectiva de comparação, há problemas em relação à saúde tanto no Brasil como, também, nos Estados Unidos.
O grande problema no Brasil relacionado à saúde é o péssimo atendimento..., não qualidade de atendimento para quem não paga..., hospitais, às vezes, precários..., cidadãos por todos os lados jogados..., etc. Já nos Estados Unidos, a maioria dos hospitais são belos..., atendimento de "primeiro mundo"..., equipamentos/ materiais superdesenvolvidos..., porém há um problema: para ser atendido é necessário dinheiro; para se instalar nos hospitais americanos, segundo o documentário “Sicko”, é necessário ter dinheiro e muito! Por fim, sem dinheiro o cliente não é atendido.
Problemas e mais problemas. Em qual você gostaria de se encaixar?

sábado, 6 de abril de 2013

A FAVOR, ÀS VEZES, DE UMA NÃO INTELECTUALIDADE.

É bom, de antemão, começar por introduzir o título do texto: a favor, às vezes, de uma não intelectualidade. O modo pelo qual comecei a pensar em escrever esse texto, fora numa aula de Filosofia Contemporânea. Não foi por conta, propriamente, da aula de contemporânea, sobretudo Karl Marx, que esse texto saltou em minha consciência, mas por influência de uma das alunas (colega de classe) de Filosofia.

"Muitas pessoas, na atualidade, se dedicam ao ouvir músicas em Inglês, porém não compreendem a sua letra e, às vezes, as letras, em Inglês, dizem frases, atitudes barbaras", diz o professor de contemporânea. À medida que o professor disse tal frase, num momento subsequente, uma colega de classe imediatamente disse: "é por isso que digo sempre ao meu filho: você precisa, sempre, compreender as letras das músicas que você ouve, pois as músicas não são de seu idioma nativo". No momento, achei fantástico o dito, porém depois adveio a eureca.

Feito tais considerações introdutórias, podemos, contudo, adentrar propriamente ao título do texto. A primeira pergunta é: "quem em sã consciência à medida que está apaixonado irá primeiro compreender a letra de uma música seja em Inglês, em Grego, em Francês, em Alemão ou em Italiano?" para depois ouvi-la. Não seria, porventura, uma contradição? Até mesmo porque o que reina nesses momentos, talvez de crises, são os sentimentos aguçados por outrem, por querer possuir o outro, por querer dominar o outro com os seus sentimentos; como a maioria não consegue, dedica-se, então, ao ouvir músicas em diversos idiomas.

Quem em sã consciência após ler o livro, Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, e compreender a máxima: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", permanecerá atento a tudo o que faz, pois ficará com medo de cativar (despertar) algo em alguém ou em alguma coisa o tempo todo? Ou até mesmo mais radical: quem em sã consciência após ler o filósofo moderno Descartes (XVII), sobretudo  As Meditações Metafísicas, e compreender a máxima sobre o conceito de verdade como: "claro e distinto", ficará atento a tudo o que ouvir para dizer: "isso é claro e distinto de tudo, logo é verdadeiro?".

Portanto, se há uma racionalidade oculta (acadêmica ou não) que nos impõe esse tipo de mentalidade ou esse tipo de experiência a todo o momento, então sou a favor de uma não intelectualidade, pois esse tipo de saber intelectual, uma vez imposto e acatado é ditador. Não sou a favor de imposições "de cima para baixo, de baixo para cima etc". Sou a favor, até mesmo, de uma democracia para quem quer saber, aprender, apreender, compreender. Nesse sentido, sou anti-intelectual.






quinta-feira, 7 de março de 2013

CURA GAY OU DISTRIBUIÇÃO ACELERADA DE VITILIGO?

No presente momento, a discussão política mais vigente nas redes sociais e telejornais é a eleição do famoso Pr. Marco Feliciano. No entanto, a discussão política não gira em torno de elogios bondosos a vossa excelência, mas sim de elogios amorais ao mesmo.
O que motivou os elogios amorais ao novo presidente da comissão dos direitos humanos? Em seu “Twiter”, há um tempo, informou aos seus membros que os africanos descendem de uma maldição e, por isso, a África está no estado que se encontra no presente momento; Noutro momento, o Pastor criou um projeto de lei, junto a bancada Evangélica, que promovesse tratamento (uma espécie de cura) aos gays de toda sociedade brasileira.
A grande interrogação que circula por meio dos jornais e redes sociais sobre o título que o, então, Pastor Feliciano adquiriu é: como os deputados votaram num líder que tem esse tipo de opinião sobre determinados indivíduos da sociedade brasileira?
O problema, a partir do presente momento, não é mais o porquê e como ocorreu determinada votação, uma vez que o mesmo Pastor fez considerações sobre determinados indivíduos; mas, sim, como será a partir de agora levando em consideração que o seu poder (autoridade) mediante ao senado é superior a de alguns deputados da câmara. Importante ressaltar que sem os deputados não há qualquer modalidade de votação.
Para findar-se o presente texto, carece, pois, de uma simples interrogação: quais serão os direitos dos homossexuais e dos descendentes de africanos amaldiçoados?
Sem mais delongas, já sabemos prematuramente os direitos dos homossexuais e dos descendentes de africanos amaldiçoados: os gays receberão a cura por meio de terapías psicológicas e para os africanos descendentes de maldições, a distribuição gratuita e acelerada de vitiligo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

FEIXES DE AMOR.

Caminhando na chuva em direção a casa de minha noiva, avistei uma cena linda: uma garotinha de mãos dadas com a sua mãe. 

A garotinha olhava lentamente à sua volta e - ao mesmo tempo - aos seus pés molhados. De repente, sua mãe a puxa para mais perto de si, pois o semáforo estava por fechar. 

Este é o momento. O encontro "tete a tete" com a cena que personifica o que há de mais lindo: o "aconchego" maternal. 

Paramos, eu a mãe e a menininha na faixa de pedestres - embora as mesmas não me conheciam.


Pude perceber que sua mãe estava conversando com a sua filha, aliás, não estava somente conversando. Estava lhe ensinando uma lição moral: "quem faz coisas boas às pessoas recebe coisas boas, minha filha; e quem faz coisas ruins receberá o que é ruim".

Tenho certeza de que essa mamãe não acreditara que havia um garoto no semáforo a ouvi-lá e que não concordava, tanto, com aquela lição, máxima que marcaria a sua vida para sempre.

O semáforo abriu, a mamãe e a sua filhinha foram-se por caminhos opostos sem saber que deixaram-me intrigado com a seguinte pergunta: "e quem faz o bem e recebe o mal, por exemplo?". 

Afinal, o que é o mal? Mediante as minhas interrogações, virei-me para trás e continuei a perceber a mamãe e sua filhinha caminhando juntas debaixo da chuva.

Entendi que há momentos para tais interrogações, assim como também há momentos de compreender o que está ocorrendo à nossa volta.

E o que estava ocorrendo à minha volta, naquele momento de chuva, ao ver aquela mamãe e sua filhinha, são feixes de amor

Sim, somente pequenos feixes de amor. Não fora somente uma lição moral, mas pedaços de amor que sua mãe dedicara-se ao ensinar.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

PESSIMISMO.

Gosto de ser pessimista. Sem o pessimismo a vida não faria o menor sentido. Aliás, quem não é pessimista está mais para o amém, para o assim seja ou seja feita a sua vontade.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Marketing religioso ou cheiro de Jesus?

A famosa igreja Renascer em Cristo, alvo de um esquema de corrupção no ano de 2004, está, mais uma vez, sob a mira dos cidadãos cristãos paulistanos. A líder espiritual, Bispa Sonia, da igreja Renascer em Cristo lança um perfume com nome intrigante: "cheiro de jesus". O lançamento desse perfume causou e causa manifestações nas redes sociais, nos tele-jornais e nos jornais circulares, por exemplo, Jornal Acontece e num dos mais acessados do Brasil, Yahoo. Ora, a pergunta mais relevante feita, nesse momento, pelos internautas é: "qual o cheiro de Jesus?". Pelo o que se sabe, nem os teólogos e historiados mais renomados, pelos seus estudos, saberiam dizer essa informação, muito menos, demonstrar fisicamente qual seria seu cheiro. Pelo o que se pode ver, não é o caso da líder espiritual, Bispa Sonia; pois a líder, além de saber qual é o cheiro, ainda, demonstra por meio de uma "fragrância", qual  seria o cheiro de Jesus.
Ora, pelo tal feito da bispa, as redes sociais e os jornais nacionais estão em plena ebulição. Ebulição esta que resulta numa crítica simples e prática: o nome "cheiro de Jesus" não passa de um marketing religioso para a obtenção de lucros".

A maldade dos deuses

Ao decorrer dos séculos, os homens se entregam por meio de alguns métodos para saberem como os deuses entram em contato consigo mesmos. O que explicava a relação deuses/homens na Grécia antiga, sobretudo clássica (420 a.C), eram os mitos. As grandes explicações para o que ocorria na sociedade clássica: chuva, sol, inundações ou trovoadas, dava-se pelos sentimentos dos deuses em relação aos homens. 

Se os deuses estivessem com raiva dos humanos os castigavam com esses elementos. Contudo, este foi o motivo, pelo qual, os homens pegaram raiva, ódio ou queriam distância dos deuses: Fúria de titãs explica. Ora, há quem diga que no judaísmo, sobretudo na era mosaica (1100 a.C) não há, de igual modo, diferença.
No período mosaico, sentido histórico, se algo acontecesse com os homens como, por exemplo, uma lepra, uma doença ou um filho que veio ao mundo com deficiência, isto era culpa do Deus judaico. Contudo, isto era para os cidadãos Hebreus ponto de partida para uma acusação em relação às atitudes de Deus, até mesmo porque, em quem deveriam por a culta senão tinha ciência o suficiente para entender que tal problema poderia estar em seus globos sanguíneos? Por isso, e entre outros fatores, os israelenses, de tal modo, também queriam se distanciar do Deus judaico ou de Israel, pois ele era o ponto chave de toda a lepra, de toda a deficiência física e de todo o mal causado na sociedade de seu tempo.

Haja vista que durante os séculos os homens culpavam, culpam e culparão os deuses ou o Deus por tais ações em relação aos homens (Judaísmo, Grécia clássica e idade moderna).Seriam, então, os deuses capazes de tanta leviandade? Ou, de igual modo, os homens nunca se perguntaram sobre tais ações atribuídas às divindades?
Ora, é importante ressaltar que houve um padre, Henry Sobel, que foi interrogado pelo Papa, Bento XVI, sobre: "onde estava Deus quando os nazistas em Auschiwitz maltrataram, castigaram e mataram tantas pessoas?" 

Este padre não foi como todos os homens que inferiram culpa aos deuses ou ao Deus; este com firmeza e simplicidade, fez outra pergunta ao papa: "onde estavam os homens de todas as nações que não viram tais ações e viraram a cara para Auschiwitz? Afinal, todos viraram os seus rostos sem dar valor algum àquelas vidas”.

Pronto, estamos na idade mosaica, a qual, os judeus culpavam Deus, JAVE, pela deficiência de seus filhos; estamos na idade Grega clássica, a qual, os gregos, antigos, inferiam culpa aos deuses e estamos, contudo, na modernidade, a qual um padre por meio de sua resposta lança fora toda essa ideia de culpa e maldade embutida pelos homens aos deuses e ao Deus judaico. Porém, este padre ao termino do diálogo com o Papa diz: "Deus sempre esteve no mesmo lugar de sempre. A pergunta é: onde estavam as nações, os homens, a Igreja ou os outros países em 1940?".

Não obstante a esta escuridão judaica e clássica há, entretanto, uma nova proposta de como ver, se relacionar ou sentir Deus na modernidade apresentada por meio dos poetas. "Deus é aquele que sentimos por meio da chuva, o qual vemos por meio de uma flor, o qual nos faz chorar com o sorriso de uma criança; o qual, por meio de um dia frio nos faz ler um livro”, diz Caetano Veloso. “O qual se apresenta a nós por meio de pessoas e nos faz viver a vida”, disse certa vez um pastor protestante, Sandro Martiniano, em uma de suas mínistrações.

Por ultimo e não menos importante, o qual se apresenta a nós e diz: "eu sempre vos amei" (Jesus).

Contudo, este Deus não faz parte dos apontamentos, nos quais, os cidadãos gregos clássicos faziam ou muito menos como os cidadãos israelenses pensavam sobre o seu Deus judaico. Este é Jesus, o filho de Deus, segundo a mensagem do cristianismo e da fé. “Este é o Deus que se fez homem, sofreu agressões, foi cuspido e foi o Deus poderosamente fraco”, diz Ed René Kivitz em uma de suas mínistrações sobre o poder de Deus

Portanto, a partir de Jesus há um novo modo de ver Deus e com grandes diferenças do que foi apresentado. “Este é o Deus que soube ser homem, o Deus da cruz e o Deus que deixou de ser Deus para ser homem” diz Paulo à comunidade de filipenses; este é o Deus/Homem que se faz de óculos manchados de sangue para que Deus nos veja.

Cura Gay ou disposição natural do Espírito?

Ontem num programa de televisão, CQC, pelo que pude ver, houve uma discussão, demonstrada por esse programa, sobre a cura Gay. Essa discussão é num tanto delicada senão uma das mais delicadas. Percebeu-se, também, que houve uma discussão uterina no senado com duas personagens principais: Jean Wyllys, atualmente deputado federal, e o Pr. Silas Malafaia o qual, penso, é quem está propondo, no parlamento, a Cura Gay.
Saliento ironicamente que tal discussão dá-se, "assim parece", entre duas esferas: "Deus e o Diabo". Deus representado pelo Pr. Silas Malafaia e o Diabo, supostamente, pelo deputado federal Jean Wyllys. E nesse jogo de interesses por defender cada um suas devidas partes, a discussão cresce e cristaliza-se. No entanto, penso que seja necessário ver o outro lado, isto é, o lado do que é humano. O homem que gosta de outro homem ou sente atração sexual por outro homem, não é um Gay, mas um homem. O nome Gay somente foi classificado a esses homens (gênero: homem e mulher) para a obtenção de direitos civis e constitucionais,  pois, segundo a constituição, quem tem direito (de casamento, de uma constituição de família perante a sociedade etc.) é o homem e a mulher. Por quê? Somente porque uma constituição impõe determinantemente? E o que a constituição não observa e não alcança, por exemplo, o preconceito contra gays a partir do momento que eles se amam? Como a constituição pode vislumbrar esse sentimento entre dois homens? Sem obtenção de respostas, pois a constituição não "fala", sigo com uma interrogação e findo o presente texto. Na presente história do Brasil senão a do mundo, o homem Gay sempre foi desvalorizado, sempre foi varrido "para de baixo dos tapetes" para que não envergonhasse, por exemplo, a sua família ou exemplos semelhantes. Entretanto, qual o homem que gostaria de nascer gay para ser maltratado pela sua família ou por uma porcentagem alta de preconceituosos (cidadãos) da sociedade brasileira? Quem gostaria? Portanto, posso concluir que ser gay não é uma opção ou, muito menos, uma escolha, mas uma "vocação". E, vocação como disposição natural do espírito. Sem mais!